sábado, 24 de maio de 2008

Tate Modern inaugura exposição com grafite brasileiro


Aconteceu!..
Depois de alguns meses do anunciado esta no ar a maior galeria de arte do mundo.
Ontem assistindo o Jornal da Globo pude conferir a materia com os três brasileiros que estão no seleto grupo de artistas internacionais selecionados.
As obras de arte foram feitas na fachada do Tate Modern, Um dos mais importantes museus do mundo!
Para ler a materia completa click aqui.

Tags nas Lesmas

Britânico transforma lesmas em arte de rua .. esta eu tinha que registrar..Slinkachu pintou a concha desses moluscos, que foram soltos em Londres. ’As lesmas tiveram suas casas vandalizadas’, afirmou o artista.O artista britânico conhecido como Slinkachu ganhou atenção com o projeto Little People, que espalhou pelas ruas de Londres bonequinhos de plástico “que tinham de se defender sozinhos”. Agora, ele decidiu dar mais movimento à sua obra, pintando conchas de lesmas que também foram espalhadas pela cidade.

“Comecei esse projeto utilizando a ‘humilde’ concha das lesmas como um meio de arte. Nenhuma delas foi machucada, elas apenas tiveram suas casas vandalizadas”, diz o artista no blog criado especialmente para o projeto.


Ao som *Emicida - Triunfo

terça-feira, 20 de maio de 2008

Parceiros na Ativa!

Artistas grafitam base do Samu da Cavalhada:

A base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Cavalhada (Avenida Cavalhada, 2435) está de cara nova, com o trabalho do grupo NSK crew (New School Kings), formado por seis grafiteiros. Ítalo Osório, do NSK, disse que a idéia é atingir o público que ainda não conhece o grafite arte. "Queremos mostrar que o uso do spray não é apenas para pintar bicicleta e pichar muros, é mostrar um mundo colorido aplicado nas paredes, nossos pensamentos ou nossas atitudes", salientou. A coordenadora do Samu, Liege Bazanella de Oliveira, comemora a parceria que transformou o visual do local.


Ao som de Fluxo * Prévia do Amanhecer.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

120 de Abolição da Escravatura

Podemos caracterizer uma revolução como sendo popular quando ela se constitui a partir do protagonismo do povo.
Esse é o caso da abolição da escravatura, um processo constituído na confluência de vários acontecimentos que vinham modificando a configuração mundial na área econômica, social e política, consequentemente forçava uma mudança nas relações de trabalho em nosso País.
Foram inúmeros levantes e revoltas que intensificam a partir de 1780 com a formação mais frequente de quilombos se agravando na década de 1830 com o estabelecimento de uma onda de levantes por praticamente todo Brasil, mais intensamente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e nas províncias do nordeste.
Sendo que algumas revoltas só foram debeladas com a intervenção das tropas federais. Esse processo se agutiza chegando em 1887 em uma situaçã insustentável, tornara-se impossível aos fazendeiros conter as fugs em massa dos negros e negras até então escravizados que em ato de coragem e determinação afrontaram o sistema e o derrubaram, pois terminado o ano de 1887 já se podia dizer que a escravidão negra no Brasil tinha acabao, e a assinatura da Lei Áurea em 1888 foi um ato de formalização de algo que já tinha sido consumado.
Na perspectiva de observadores contemporâneos e posteriores à abolição foi uma vitória do povo, uma vitória de negros e negras.
Pela primeira vez na história brasileira, um movimento de massas triunfou sobre os interesses oligárquicos.
Muitos jornais descreveram abolição da escravatura como a mais genuína conquista popular da história brasileira. Bem raro em nossa terra, o poder executivo é mero executor de um decreto do povo, ponderou o Diário Popular de São Paulo, em 14 de maio.
Escrevendo quatro anos depois do acontecimento, um editorialista de O estado de São Paulo observou que a opinião pública tendia a atribuir a abolição à Princesa Isabel e a sua decisão de libertar os escravos, mas na verdade a Abolição havia sido a primeira expressão de democracia na história do país, um movimento popular, ramificado por toda vastidão de nosso país.
Só temos um na nossa história, e esse é o 13 de maio de 1888, teve a sua gloriosa sanção e seu reconhecimento pelo governo.
Portanto abominar ou provocar o esquecimento do dia 13 de maio de 1888 é defender a ideologia dominante que esvaziou o processo da abolição da escravatura de seu caráter revolucionário e do protagonismo dos trabalhadores e trabalhadoras escravizados.
Refletir, criticar e comemorar o 13 de maio, o fim da escravidão, sigfica resgatar o protagonismo negro, uma experiência vitoriosa, aquele que foi o primeiro movimento de massas nacional brasileiro.


Ao som de * Estorvo - Dois

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Concurso Fotográfico

Segunda feira, abre as inscrições para o Concurso Fotogáfico "Porto Alegre em Detalhes", na Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Interessados devem entregar as fotos no ato da inscrição lá na Coordenação de Eventos( Av. Carlos Gomes, 2.120) das 9h as 11h30min e das 14 às 17:30, até o dia 16.
A premiação vai de R$200,00 as R$ 1,000.....

Vamos se Puxar!!!!


Ao som de * Lupe Fiasco - Kick and Push

terça-feira, 6 de maio de 2008

Alimento da Alma


Neste sábado, 11, vai rolar o mesa de cinema especial para os dia das mães. O chef, Jorge Nascimento, inspirou-se na produção americana Alimento da Alma(soul food,1997), o filme mostra o cotidiano de uma família nega norte americana, dando enfâse aos jantares de domingo na casa da Grand Motha, o ponto de encontro e união da família.
O encontro contará com a presença do grupo Soul Negra, da atriz e cantora Danizelli Cardoso.
O jornalista Vittor Necchi comandará um debate, compondo a mesa com o músico Giba-Giba
Começa as 11H lá no Santander Cultural.
Além da exibição do filme e do debate, vai ter coquetel e almoço.
Informações - www.mesadecinema.com.br
Postado ao som de *Shaw - Anjos

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Propoganda!!!

PROPAGANDA DE BEBIDASCervejas, publicidade e direito à informação
Por Venício A. de Lima em 29/4/2008
Na mesma semana em que o Congresso Nacional, atendendo à pressão do lobby de fabricantes de bebidas e de radiodifusores, modificou a MP 415, que proibia a venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes à beira de estradas federais, permitindo a venda no perímetro urbano e mantendo a proibição na zona rural (23/4), os grandes jornais publicaram um inusitado anúncio de meia página assinado pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), com o seguinte título e subtítulo:
"Querem proibir a publicidade de cervejas no Brasil.
"É o mesmo que proibirem a fabricação de abridores de garrafas no Brasil."
O texto prossegue:
"Nem a propaganda nem o abridor são a motivação para irresponsáveis dirigirem embriagados.
"A propaganda ou o abridor não são os culpados pela venda criminosa de bebidas alcoólicas a menores.
"Abridores e a propaganda não são incentivadores dos covardes que praticam a violência doméstica.
"Essas são questões que só a educação, a democratização da informação e o rigor no cumprimento das leis podem resolver.
"Por isso proibir a publicidade de cervejas não vai mudar em nada esse quadro.
"A não ser tirar de você o direito de gostar ou não desta ou daquela publicidade.
"De se informar e de formar a sua opinião.
"Um direito tão sagrado quanto o que v. tem de comprar ou não um abridor de garrafas.
"E decidir o que fazer com ele."
Restrições legais
Pelo anúncio ficamos sabendo que a publicidade e o abridor de garrafas produzem o mesmo efeito no comportamento de consumo dos cidadãos, isto é, nenhum. Que a publicidade não tem absolutamente nada a ver com os acidentes provocados por aqueles que dirigem embriagados; ou pelo consumo de bebidas alcoólicas por menores ou ainda com aqueles que, embriagados, cometem violência doméstica. E mais: que a publicidade oferece apenas informação, pura e simples, ao cidadão – aliás, um direito sagrado dele (publicidade e jornalismo seriam a mesma coisa?).
O que o anúncio não informa é quem quer proibir a publicidade de cervejas, nem como e nem por quê.
Na verdade o anúncio da ABAP faz parte de uma campanha pública para pressionar deputados e senadores a rejeitar o PL 2.733/2008, que teve sua origem no Executivo e foi proposto pelos ministérios da Saúde, da Educação, da Justiça e pelo Gabinete de Segurança Institucional. Trata-se de uma alteração na Lei n. 9.294 de 1996 – aprovada pelo Congresso e assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, pelos então ministros da Saúde (Adib Jatene), Justiça (Nelson Jobim) e Arlindo Porto (Agricultura) – para adaptá-la à Política Nacional sobre Álcool (decreto nº 6.117/2007) que considera a cerveja como bebida alcoólica.
Dessa forma, como já acontece com os produtos derivados do tabaco, de medicamentos e terapias e de defensivos agrícolas, a publicidade de cerveja estaria também sujeita a restrições legais, nos termos da lei, como manda o artigo 220 da Constituição.
Regular horários
E quais seriam as restrições de acordo com o Art. 4° da Lei n. 9.294/96?
"Somente será permitida a propaganda comercial de bebidas alcoólicas nas emissoras de rádio e televisão entre as vinte e uma e as seis horas.
"§ 1° A propaganda de que trata este artigo não poderá associar o produto ao esporte olímpico ou de competição, ao desempenho saudável de qualquer atividade, à condução de veículos e a imagens ou idéias de maior êxito ou sexualidade das pessoas.
"§ 2° Os rótulos das embalagens de bebidas alcoólicas conterão advertência nos seguintes termos: `Evite o Consumo Excessivo de Álcool´."
O texto da lei mostra, portanto, que o direito sagrado do cidadão/consumidor à informação não foi respeitado pelo anúncio da ABAP: o projeto que tramita no Congresso Nacional (ao qual, aliás, o anúncio não faz referência direta) não pretende proibir a publicidade de cerveja, mas apenas regular os horários de sua veiculação no rádio e na TV para evitar que seja ouvida/vista, sobretudo, por jovens em fase de formação de hábitos de consumo.
O contrário
Outro desrespeito sério ao direito sagrado à informação é a omissão, pelo anúncio da ABAP, das causas que levaram o Executivo a propor a inclusão da cerveja como bebida alcoólica na Lei 9.294. Os dados disponíveis indicam que o consumo de álcool ocorre em faixas etárias cada vez mais precoces, funcionando como porta de entrada para o vício e o consumo de outras drogas.
No domingo (27/4), a manchete de primeira páginas do Jornal do Brasil informava que "Propaganda de bebidas leva jovens para o vício" e a matéria relatava que:
"Tem gente nova chegando aos grupos de mútua ajuda da irmandade Alcoólicos Anônimos. Gente muito nova. O perfil do dependente vem mudando nos últimos anos, e hoje é comum encontrar adolescentes buscando auxílio para se manterem longe da bebida. (...) Coincidência ou não, o fenômeno vem a reboque de uma das maiores ofensivas publicitárias de que se tem notícia, empreendida pelos fabricantes de cerveja, que investem cerca de R$ 1 bilhão por ano em anúncios, grande parte deles – estima-se que 80% – na televisão.
"– A cerveja virou refrigerante, foi desmistificada como bebida alcoólica. Aumentou muito o número de jovens por aqui – confirma J., 75 anos, diretor do escritório de serviços do AA no Estado do Rio, com o cuidado de não se aprofundar em questões polêmicas, um dos postulados da instituição.
"A psiquiatra Maria Thereza de Aquino, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad), da UERJ, constata que o álcool é hoje a porta de entrada para as drogas e acredita na relação da publicidade na TV com o início precoce.
"– A propaganda estimula. Ninguém daria R$ 1 milhão a um pagodeiro para anunciar seu produto se isso não aumentasse a venda – raciocina. – Não se faz publicidade para diminuir o consumo."
Se tomarmos o anúncio da Associação Brasileira de Agências de Publicidade sobre cervejas e abridores de garrafa – um negócio de mais de 1 bilhão de reais/ano – como referência, passaremos a ver todos os anúncios veiculados na mídia brasileira com desconfiança. Ele faz exatamente o contrário do que afirma ser um direito sagrado do cidadão/consumidor: o direito à informação correta e à publicidade verdadeira.

Fonte* www.observatoriodaimprensa.com.br


Postado ao som de * Shaw - Amigos