quarta-feira, 14 de maio de 2008

120 de Abolição da Escravatura

Podemos caracterizer uma revolução como sendo popular quando ela se constitui a partir do protagonismo do povo.
Esse é o caso da abolição da escravatura, um processo constituído na confluência de vários acontecimentos que vinham modificando a configuração mundial na área econômica, social e política, consequentemente forçava uma mudança nas relações de trabalho em nosso País.
Foram inúmeros levantes e revoltas que intensificam a partir de 1780 com a formação mais frequente de quilombos se agravando na década de 1830 com o estabelecimento de uma onda de levantes por praticamente todo Brasil, mais intensamente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e nas províncias do nordeste.
Sendo que algumas revoltas só foram debeladas com a intervenção das tropas federais. Esse processo se agutiza chegando em 1887 em uma situaçã insustentável, tornara-se impossível aos fazendeiros conter as fugs em massa dos negros e negras até então escravizados que em ato de coragem e determinação afrontaram o sistema e o derrubaram, pois terminado o ano de 1887 já se podia dizer que a escravidão negra no Brasil tinha acabao, e a assinatura da Lei Áurea em 1888 foi um ato de formalização de algo que já tinha sido consumado.
Na perspectiva de observadores contemporâneos e posteriores à abolição foi uma vitória do povo, uma vitória de negros e negras.
Pela primeira vez na história brasileira, um movimento de massas triunfou sobre os interesses oligárquicos.
Muitos jornais descreveram abolição da escravatura como a mais genuína conquista popular da história brasileira. Bem raro em nossa terra, o poder executivo é mero executor de um decreto do povo, ponderou o Diário Popular de São Paulo, em 14 de maio.
Escrevendo quatro anos depois do acontecimento, um editorialista de O estado de São Paulo observou que a opinião pública tendia a atribuir a abolição à Princesa Isabel e a sua decisão de libertar os escravos, mas na verdade a Abolição havia sido a primeira expressão de democracia na história do país, um movimento popular, ramificado por toda vastidão de nosso país.
Só temos um na nossa história, e esse é o 13 de maio de 1888, teve a sua gloriosa sanção e seu reconhecimento pelo governo.
Portanto abominar ou provocar o esquecimento do dia 13 de maio de 1888 é defender a ideologia dominante que esvaziou o processo da abolição da escravatura de seu caráter revolucionário e do protagonismo dos trabalhadores e trabalhadoras escravizados.
Refletir, criticar e comemorar o 13 de maio, o fim da escravidão, sigfica resgatar o protagonismo negro, uma experiência vitoriosa, aquele que foi o primeiro movimento de massas nacional brasileiro.


Ao som de * Estorvo - Dois

2 comentários:

david santos disse...

Olá, SambaSUL!
Excelente trabalho e boa recordação da História do grande Brasil.
Parabéns.

Áfrhikhas disse...

Pois é o que dizer de tal matéria auferida por este talento que surge evocando,todos os órhisàs em nome do que é de direito a luta propicia da em nome da liberdade.Parabéns pe lo belo enfoque,alertando para quem realmente se deve o grande feito,sa be-se que foram muitos os autores que escreveram sobre e as formas e modos desdobrados para indicar de quem foi a autoria da insurreição, ela pertence na realidade aqueles que se rebelaram deste o momento em
que foram forçados a virem para esse país.E assim não quiseram permanecerem escravos,foram contrários a lei vigente.Viva aos
negros e negras que lutaram e lutam
bravamente contra toda as formas correlatas discriminação,racismo,
xenofobia e intolerância.