sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

15 motivos para comemorar os 15 anos do Em Cena.

Porto Alegre recém se despediu do Theâtre du Soleil e da 14º edição do Porto Alegre em Cena, mas antes mesmo de 2007 terminar, um novo festival começa a nascer. O 15º Porto Alegre Em Cena já tem datas, nomes e diversas atrações imperdíveis confirmadas para 2008. Para esse marcante aniversário, listamos 15 motivos para esperar setembro chegar.



1- Ivo Bender é o homenageado em 2008. Aos 71 anos, o mais importante dramaturgo gaúcho vivo foi convidado para ser o padrinho dos 15 anos do festival.


2 - Volta de Nekrosius a Porto Alegre. Pela terceira vez na programação do festival, o diretor lituano Eimuntas Nekrosius confirmou a presença de Fausto de Goethe na grade do 15º Porto Alegre em Cena. As apresentações de Othelo (2006) e Hamlet (1997) foram marcantes na história dos palcos gaúchos.


3 – 150 anos em 15. O ano de 2008 é o ano do teatro no Rio Grande do Sul. O Theatro São Pedro completará 150 anos de fundação, e o Porto Alegre em Cena não poderia deixar de homenagear e comemorar com o mais charmoso e representativo teatro da Capital. Uma programação especial está em co-produção, numa parceria da organização do festival e do TSP. Já estão confirmadas as apresentações do espetáculo Fausto, da lituânia, além de um ciclo de seminários.


4 – Álbum dos 15 anos. A publicação homenageando as grandes personalidades que já participaram do Porto Alegre em Cena, será lançada em maio de 2008, juntamente com a programação oficial da 15º edição. O álbum é recheado de lindas fotos e verbetes, contando a história dos músicos, atores, atrizes, grupos, coreógrafos, diretores, espetáculos e mais 15 depoimentos de figuras que viveram esses 15 anos, além de um apêndice com todas as edições do festival. Nomes como Paulo Autran, Celso Frateschi, Linneu Dias, Antônio Nóbrega, China Zorrilla, Juliana Carneiro da Cunha, Ida Celina, Sandra Dani, Leona Cavalli, Maria Alice Vergueiro, Antunes Filho, Ariane Mnouchkine, Peter Brook e Felipe Hirsch estão no rol das personalidades catalogadas. Os três mil exemplares serão distribuídos para escolas de teatro, companhias teatrais, secretarias de cultura e bibliotecas.


5 – Seminário Teatro Brasileiro. Dentro da programação 150 anos em 15, está o seminário TEATRO BRASILEIRO - a dor e a delícia de ser o que é, com as participações de diversos criadores do país e curadoria de Luiz Paulo Vasconcelos. O tema é o teatro brasileiro e o objetivo é nobre: promover o diálogo de culturas, linguagens e propostas em torno das produções contemporâneas feitas no Brasil.


6 – A estréia do novo espetáculo dirigido por César Vieira, Sepé Tiaraju, um dos maiores nomes da mitologia gaúcha. Essa estréia nacional é uma homenagem do Teatro Popular União e Olho Vivo, de São Paulo, ao Rio Grande do Sul. O grupo esteve na 14º edição, com o espetáculo Barbosinha Futebó Crube e se apresentou em diversas regiões da Descentralização.


7 – Spok Frevo Orquestra. A orquestra de frevos pernambucana com mais de 20 integrantes encerrará a 15º edição com uma grande festa a céu aberto. A Spok Frevo Orquestra surgiu em 2001, comandada pelo Maestro Spok. O grupo tem em sua formação jovens músicos que acrescentaram ao frevo tradicional arranjos modernos e harmonias arrojadas, misturando as referências do folclore de Pernambuco com outros estilos musicais. Um espetáculo para relembrar a época de ouro das big bands e seus músicos maravilhosos!


8 – Teatralogia da Companhia Triptal. O projeto Homens ao Mar, contempla a tradução e montagem de textos escritos entre 1914 e 1917 por Eugene O"Neill (1888-1953). A tetralogia da Companhia Triptal foi extremamente elogiada pela crítica especializada e indicada a diversos Prêmios Shell. O projeto agrega artistas que têm em comum o desejo encenar os textos escritos por Eugene O"Neill em seu período de formação: Rumo a Cardiff , Zona de Guerra, Longa Viagem de Volta pra Casa e Luar Sobre o Caribe.


9 – Grupo Espanca!, de Minas Gerais. A jovem companhia mineira comandada pela diretora e dramaturga Grace Passô, virá a Porto Alegre com Por Elise e Amores Surdos. Por Elise, o primeiro trabalho do Espanca!, estreou em 2005 e é uma fábula sobre o comportamento do homem contemporâneo, com texto e direção de Grace. Amores Surdos estreou em 2006 e tem direção de Rita Clemente e dramaturgia de Grace Passô. Seguindo a temática do espetáculo de estréia, Amores Surdos apresenta personagens de uma mesma família que não se ouvem, não se enxergam, não se percebem, construindo uma metáfora da passagem para a vida adulta e a perda da inocência. Será uma boa oportunidade de conferir produções recentes de jovens criadores.


10 – Don Juan, de Roberto Lage. Antigo parceiro do festival, o Ágora Teatro retorna aos palcos gaúchos com Don Juan, de Molière, dirigido por Roberto Lage. O espetáculo é uma adaptação de Celso Frateschi para o texto de Molière (1622-1673). As conquistas amorosas de um sedutor amoral, interpretado por Jairo Mattos revelam um profundo estudo sobre a hipocrisia, vista aqui sob a ótica de dois grandes nomes do teatro brasileiro.


11 – Santa Catarina Em Cena. Um dos mais atuantes grupos de Santa Catarina, a Companhia Teatro Sim... Por que não?!, estará presente no 15º Porto Alegre em Cena com O pupilo quer ser tutor, dirigido por Francisco Medeiros, indicado quatro vezes ao Prêmio Shell. Escrita pelo polêmico dramaturgo austríaco Peter Handke, a peça é uma reflexão sobre o poder, onde toda a ação se passa em uma paisagem desolada e com apenas dois personagens em cena. O Pupilo quer ser tutor traz ao palco o entrelaçamento de teatro, performance e pantomima, numa montagem envolvente e transformadora.


12 – Terreira da Tribo balzaquiana. O aniversário de 30 anos da Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz também está na lista de homenagens do Em cena. Atividades comemorativas estarão em processo de produção e criação durante o mês de dezembro, numa parceria com a Terreira, vencedora do prêmio de melhor espetáculo do 2º Prêmio Braskem Em Cena.


13 – Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik juntos num espetáculo arrebatador. Eruditos de formação mas com imensa afinidade com a canção popular, onde buscaram as referências maiores da música brasileira, José Miguel Wisnik, professor de letras e músico, e Arthur Nestrovski, estudioso, professor e escritor, dividem as luzes da ribalta num espetáculo inesquecível. Juntos pensam, tocam, compõem. Separados ensinam, ensaiam, escrevem. Para os


15 anos do festival, a dupla traz o show Tudo o que gira parece a felicidade e a aula-show Amaromar. O mar - figura recorrente da poesia e da música brasileiras - serve de mote para essa aula-show que reúne "canções de amor e morte" de vários autores. De Tom Jobim e Moacir Santos a Péricles Cavalcanti e Johhny Alf, passando por Schubert e Dorival Caymmi, o espetáculo inclui versões inéditas de alguns clássicos do cancioneiro americano.


14 – Os 80 anos da Usina. Em 2008, a Usina do Gasômetro comemora 80 anos. O importante centro cultural da capital sedíará importantes momentos do festival, também será devidamente homenageada.


15 – Vinte dias de teatro, dança e música. O 15º Porto Alegre em Cena será um dos maiores de sua história, com vinte dias ininterruptos de atividades. O festival se inicia no dia 02 de setembro e se encerra no dia 22, com a Spokfrevo Orquestra. A encantadora orquestra fará apresentações no palco e também em praça pública. Um encerramento para deixar saudades...


Postado ao som de *Lou Donaldson - Who´s Makin Love

Confirmadas atrações do POA em Cena


O ano de 2008 está dedicado à celebração do teatro em Porto Alegre. O mais reconhecido evento da cidade, o Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena, comemora em setembro seus 15 anos de existência em uma edição especial de 28 dias com grandes atrações internacionais e brasileiras de teatro, dança e música. Consolidado como um dos maiores festivais da América Latina, o Porto Alegre Em Cena já trouxe aos palcos do Rio Grande do Sul grandes nomes do mundo das artes como Ariane Mnouchkine, Peter Brook, Eimuntas Nekrosius, Ushio Amagatsu, Norma Aleandro, Goran Bregovic, Zé Celso Martinez Corrêa e Philip Glass, entre outros.
Para a 15ª edição, o festival prestará homenagens a outros parceiros locais que também comemoram datas representativas em 2008, como o projeto 150 anos em 15, onde o festival louvará os 150 anos da fundação do Theatro São Pedro, o mais charmoso e importante teatro do Rio Grande do Sul. Uma programação especial está confirmada para este segmento do Em Cena, com apresentações já confirmadas do espetáculo Fausto, da Lituânia, além de um seminário chamado Teatro Brasileiro - a dor e a delícia de ser o que é, título extraído de uma famosa canção de Caetano Veloso, que contará com a participação de diversos criadores do país e curadoria do premiado diretor e jornalista Luiz Paulo Vasconcellos. O tema do encontro será a atual produção do teatro brasileiro e seu objetivo é promover o diálogo de culturas, linguagens e propostas em torno das produções contemporâneas feitas no Brasil. Outro aniversariante é a Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz, que completa 30 anos de criação artística ininterrupta. As atividades comemorativas prevêem uma mostra dos principais trabalhos do grupo, vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo do 2º Prêmio Braskem Em Cena (2007).
Em maio será lançado o álbum retrospectivo sobre a história do festival e as grandes personalidades que fizeram parte desses 15 anos. Na ocasião, será divulgada a grade completa com as atrações da próxima edição do festival. O álbum é recheado de impressionantes fotos e verbetes especiais, contando a história dos músicos, atores, atrizes, grupos, coreógrafos, diretores e espetáculos, além de um apêndice com todas as edições do festival. Nomes como Paulo Autran, Celso Frateschi, Linneu Dias, Antônio Nóbrega, China Zorrilla, Juliana Carneiro da Cunha, Leona Cavalli, Antunes Filho, Peter Brook e Felipe Hirsch estão no rol das personalidades catalogadas. Os três mil exemplares da publicação serão distribuídos gratuitamente para escolas de teatro, companhias teatrais, Secretarias de Cultura e bibliotecas. Na festa de lançamento, em maio, o Porto Alegre Em Cena terá a honra de apresentar show com Susana Rinaldi, a maior cantora de tangos da Argentina, que se apresentará pela primeira vez no Brasil, acompanhada de seu mundialmente aplaudido sexteto.
Esta será a maior de todas as edições da história do festival, com 28 ininterruptos dias de duração. O evento se inicia no dia 2 de setembro com a americana Laurie Anderson, performer e compositora que mistura em seus espetáculos música, artes plásticas e efeitos de alta tecnologia. A artista trará a Porto Alegre o show de seu novo disco, Homeland. A grande festa do teatro se encerra dia 28 de setembro, com os pernambucanos da Spokfrevo Orquestra, apresentação ao ar livre, aberta ao público, lembrando os ritmos populares do Norte e Nordeste do Brasil, num espetáculo para dançar e deixar saudades no público gaúcho. Definitivamente inesquecível, a edição comemorativa dos quinze anos do “Porto Alegre Em Cena” marcará o calendário cultural da capital gaúcha com um evento de importância e qualidade artística contagiantes.
Espetáculo de abertura da programação – dia 20 de maio
SUSANA RINALDI Y SU SEXTETO - ARGENTINA
A mais importante voz internacional do tango argentino se apresenta pela primeira vez no Brasil, no palco do Theatro São Pedro no lançamento da programação do 15º Porto Alegre Em Cena. Susana Natividad Rinaldi, mais conhecida pelos argentinos como “La Tana” é a maior cantora de tangos de seu país. Quando iniciou sua carreira na metade da década de 1960, Susana ganhou destaque por ser uma das primeiras mulheres a cantar tangos, estilo que até então era território masculino de figuras como Jose Maria Contursi, Enrique Santos Discépolo, Homero Manzi e Catulo Castillo. Isso lhe deu uma enorme reputação entre uma nova audiência composta principalmente por jovens universitários. Com um novo estilo, uma voz delicada e um dizer extremamente sutil, Susana ficou de fora de temas machistas e grosserias passionais para ampliar o repertório, com canções que misturavam romantismo, poesia e protesto. Figura solitária, lutou e venceu a batalha de ser uma artista popular, dependendo somente de suas próprias forças.
ESPETÁCULOS:
A GAIVOTA (ALGUNS RASCUNHOS) – PARAÍBA
Para comemorar os 30 anos de estrada, o grupo de teatro Piolin, da Paraíba, criou uma inovadora montagem de A Gaivota, de Tchekhov. O espetáculo, baseado na obra do escritor russo, foi idealizado por Haroldo Rego, que optou por comemorar o aniversário do grupo com um clássico da dramaturgia, contrariando a tendência das companhias nordestinas de buscar constantemente conteúdos regionais. Em completa sintonia com o texto original, Rego faz uma releitura aguçada e usa estética inovadora, sem descaracterizar a linguagem densa da obra. Rica em poesia, A Gaivota (alguns rascunhos) é encenada com paixão por experientes atores e esteve com sucesso nos palcos do Rio de Janeiro e na II Mostra Latino-Americana de Teatro.
A GÊNESE ORDINÁRIA – MINAS GERAIS
O mineiro Antônio Mello é responsável pela concepção, direção, atuação e adaptação do espetáculo A Gênese Ordinária. O universo religioso está presente nesta montagem, que fecha a trilogia denominada O Homem sem Deus, da qual fazem parte os espetáculos Missa das Dez, de Adélia Prado e Carmem!, livre adaptação da obra de Bizet. Adepto do teatro físico proposto por Gerzy Grotowski, aliado à técnicas de butoh japonês, Mello foca a direção nas potencialidades do ator. No palco quase “nu” se descortina essa nova “missa”, aos olhos atônitos do espectador. Por seu caráter investigativo e por ter como base os pensamentos de Carl Gustav Jung e Sigmund Freud, pensadores que revolucionaram a maneira de abordar a alma e a psique humana, esta gênese (extra) ordinária será uma ocasião para deixar-se tomar pelo encanto de uma manifestação teatral em seu estado bruto, transposta para o palco de forma absolutamente devastadora, arrebatadora e surpreendente.Antônio Mello dirigiu outras montagens importantes como O Primo Basílio, de Eça de Queirós e Salomé, de Oscar Wilde. Interpretou o Duque de Buckingham em Ricardo III, de Shakespeare
CONCEIÇÃO - PERNAMBUCO
O novo espetáculo dos pernambucanos do Grupo Experimental, Conceição, é o resultado de um processo profundo de pesquisa na festa do Morro da Conceição, no Recife, que trouxe à tona a seguinte questão: o que move as pessoas que participam daquela celebração? Porém a dramaturgia de Conceição emergiu naturalmente mais do sentimento e das sensações que movem estas pessoas e ressoam nos seus corpos do que de qualquer imagem icônica que caracterize a famosa festa. Dos movimentos que brotam deste sentir coletivo e plural de um universo tão misturado é que nasceu a Conceição escrita em dança pelo Grupo Experimental.
DON JUAN DE MOLIÈRE – SÃO PAULO Antigo parceiro do festival, o Ágora Teatro não poderia estar de fora dessa edição comemorativa. O espetáculo é uma adaptação realizada por Celso Frateschi do texto de Molière (1622-1673). Trata-se de uma comédia dirigida por Roberto Lage, onde as conquistas amorosas de um sedutor amoral interpretado por Jairo Mattos revelam um profundo estudo sobre a hipocrisia. O vício da moda que se transforma em virtude. De acordo com os realizadores, o espetáculo Don Juan de Molière, propõe o desejo como motor vital e o riso revelador de nossas vicissitudes, como estratégia do prazer estético, aguçado pelo cuidado artístico dos figurinos de Sylvia Moreira e Geraldo Lima. As roupas recebem aplicação de tecidos ilustrados com figuras sexuais, todas criadas especialmente para a peça pela artista gaúcha Ângela Alegria.
ENTRE NÓS - PERNAMBUCO
Entre Nós, montagem da Cia. Vias da Dança, com coreografia de Ivaldo Mendonça, traz a história de todos os amores. O princípio, o meio e o fim. Vida e morte da emoção entre um casal, um retrato de encontros e desencontros que são dor e alegria. Há nessa coreografia um conjunto tão coeso de emoções e movimentos que mais parece “música do corpo”. Desde o primeiro silêncio, como desde o primeiro olhar, o espetáculo é uma ode ao amor, um poema espacial em que a poesia do corpo, embalada pela música de Maria Bethânia, desenvolve uma narrativa que resume toda a história de sua paixão, desde o encontro passando por desencontros e despedidas até um possível reencontro final. A companhia pernambucana foi muito elogiada em recente apresentação no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado em Recife.
FAUSTO - LITUÂNIA
O lituano Eimuntas Nekrosius já é bastante conhecido do público de Porto Alegre, onde esteve por outras duas vezes na grade do Porto Alegre em Cena. Agora, retorna ao Brasil com mais um clássico ocidental, Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe. O diretor descreve sua montagem como o último estágio de uma trilogia não planejada, onde empregou todo um inventário estético e lingüístico de sua arte. Em cena, deixou apenas a essência, descartando diversas cenas e personagens. Concentrou a direção na atuação de seus extraordinários atores e seu método visual, que muitas vezes substitui uma palavra ou um gesto. Encantado com o material utópico de Fausto e focado em seu problema central, o que Nekrosius revela ao público é a impossibilidade de parar o tempo. Na performance, dividida entre escuridão e luz e enfatizada pela contínua trilha sonora, que mistura melodias do americano Samuel Barber e do lituano Faustas Latenas, está uma cidade fantasma construída de casas apresentadas por baixas torres de ferro. O espetáculo surge grandioso, apoiado na magnífica atuação de Vladas Bagdonas. Imperdível!
FRIDA – RIO DE JANEIRO
A vida da mais importante pintora mexicana será retratada nos palcos do 15º Porto Alegre Em Cena nesta edição comemorativa, reunindo dois grandes nomes do teatro em uma homenagem ao centenário de seu nascimento: Caco Ciocler e Rosamaria Murtinho. O espetáculo Frida se apresenta em pequenos fragmentos que permitem desvendar o mistério de Frida Kahlo: suas cenas revelam a ousadia ímpar, a intensidade de seus afetos e seu persistente sofrimento físico. Para viver a apaixonante Frida, Rosamaria Murtinho foi escalada para o papel, com sua vasta experiência em representar grandes mulheres, como Chiquinha Gonzaga e Isaurinha Garcia. Para mergulhar no universo da mexicana, o diretor e a atriz foram até a Cidade do México onde visitaram todos os lugares importantes da vida de Frida e gravaram um vídeo que é projetado em cena. Um grande elenco e três músicos acompanham Rosamaria, em cenários e figurinos ilustrados com as pinturas tridimensionais da artista.
GRUPO ESPANCA! – MINAS GERAIS
A jovem companhia mineira comandada pela diretora e dramaturga Grace Passô, virá a Porto Alegre com Por Elise e Amores Surdos. Por Elise, o primeiro trabalho do Espanca!´, estreou em 2005 e é uma fábula sobre o comportamento do homem contemporâneo, com texto e direção de Grace. Amores Surdos estreou em 2006 e tem direção de Rita Clemente e dramaturgia de Grace Passô. Seguindo a temática do espetáculo de estréia, Amores Surdos apresenta personagens de uma mesma família que não se ouvem, não se enxergam, não se percebem, construindo uma metáfora da passagem para a vida adulta e a perda da inocência. Será uma boa oportunidade de conferir produções recentes de jovens criadores.
I LOVE CLINT EASTWOOD - URUGUAI
Renomados artistas uruguaios participam desta montagem, uma das boas surpresas do teatro uruguaio, sempre presente entre as atrações do Porto Alegre em Cena. Tabaré Rivero e Leandro Núñez são dirigidos por Alfredo Goldstein, na obra escrita por Miguel Morillo. Se pode viver uma vida sem amigos, sem uma boa televisão, sem um carro estacionado na porta de casa, ou até mesmo sem amor, mas não se pode viver uma vida sem esperança. A esperança que tudo mude e que se possa um dia ter amigos, televisão, carro e amores. A incerteza, ainda que opressora, é o sal da vida. I love Clint Eastwood é um canto para a incerteza, para a esperança e a vida, lindamente encenado por esse time de primeira linha.
IMPERADOR E GALILEU – SÃO PAULO
Com montagem inédita no Brasil , a Cia de Arte Degenerada se apresenta nos palcos do Porto Alegre Em Cena com Imperador e Galileu, um texto de Henrik Ibsen – pai da dramaturgia contemporânea – datado de 1873. Dirigido por Sérgio Ferrara, o texto do norueguês fala sobre a vida do Imperador Juliano, que tentou destruir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos. No elenco, Caco Ciocler como Imperador Juliano.
HOMELAND - LAURIE ANDERSON - EUA
Laurie Anderson é hoje das maiores artistas performáticas norte-americanas. Conhecida principalmente por suas apresentações multimídia, desempenha diversos papéis artísticos como os de artista plástica, compositora, poeta, fotógrafa, cineasta, vocalista e instrumentista. Tornou-se popular em 1980, quando chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas e norte-americanas com O Superman, mas sua carreira iniciou no final dos anos 1960. Reconhecida internacionalmente como uma inovadora líder no uso da tecnologia como ferramenta artística, inventou diversos dispositivos que usa em suas gravações e shows. Em 1977, criou um “violino arco de fita”, e no final dos anos 1990 desenvolveu o “talking stick”, um bastão com quase dois metros de altura com um controlador de MIDI que grava e reproduz sons diferentes. No Brasil, fez parceria com Marisa Monte declarando o poema Meanwhile na música Enquanto Isso do disco Verde anil amarelo cor de rosa e carvão. No Porto Alegre Em Cena, Laurie virá com o show de seu novo disco, Homeland.
O GRANDE INQUISIDOR - FRANÇA
Dois nomes de peso em uma belíssima montagem: O grande inquisidor, trecho retirado do texto Os irmãos Karamazov de Dostoievski, com direção de Peter Brook. O resultado dessa união atinge uma clareza e uma urgência que faz com que a trama se pareça definitivamente contemporânea. Passada na Espanha do século XV, ela supõe o que ocorreria se o grande inquisidor tivesse a oportunidade de conhecer Cristo. O inquisidor, interpretado por Bruce Myers – que também é o narrador – está num espaço próximo ao vazio. O segredo, como normalmente ocorre com Brook, é a simplicidade, onde a estética dominante na peça é de que menos é mais. A performance é realizada por Myers com desenvoltura. Uma figura impressionante, com sua face cinzenta, ele corre o percurso emocional desde a acusação enraivecida a análise forense das próprias palavras de Cristo. Mais uma chance de deleitar-se com uma excepcional montagem de Peter Brook.
O PUPILO QUER SER TUTOR – SANTA CATARINA
O pupilo quer ser tutor é uma reflexão sobre o poder, escrita pelo polêmico dramaturgo austríaco Peter Handke, também autor do roteiro do belíssimo filme Asas do Desejo, de Wim Wenders. O premiado diretor paulista Francisco Medeiros assina a direção desta peça, destaque no Riocenacontemporânea de 2007, no 1º Festival Nacional de Teatro da Bahia e no 10º Festival Recife do Teatro Nacional. A ação se passa em uma paisagem desolada e com apenas dois personagens em cena – Nazareno Pereira (o tutor) e Leon de Paula (o pupilo). Nesse cenário inóspito, a iluminação de Domingos Quintiliano, e a trilha sonora de Aline Meyer fazem toda a diferença. Sons, barulhos, luzes, música, a movimentação dos atores no palco e a manipulação dos objetos em cena - todos esses elementos traduzem e revelam as relações de poder em fragmentos de vida retirados do cotidiano. Francisco Medeiros recebeu Prêmio Mambembe por Risco e Paixão, de Fauzi Arap, e Prêmio Molière por Artaud, o espírito do teatro, de José Rubens Siqueira. O iluminador Domingos Quintiliano acumula em seu currículo diversos prêmios, entre eles Prêmio Shell, Prêmio Sharp de Teatro, Prêmio APCA e Prêmio Molière, além de passagens pelo Centro de Pesquisa Teatral do diretor Antunes Filho. Aline Meyer trabalhou com Gianni Ratto, Marcos Caruso, Bibi Ferreira, Sérgio Mamberti e Fauzi Arap. Compôs a trilha especialmente para este espetáculo, uma montagem da Cia Teatro Sim... Por Que Não, de Santa Catarina.
O REI DA CULTURA - PÉRICLES CAVALCANTI – SÃO PAULO
A música está sempre presente na programação do Porto Alegre em Cena, que traz, invariavelmente, boas surpresas. Uma delas, já confirmadas para esta 15º edição do festival, é Péricles Cavalcanti, um dos compositores preferidos de Adriana Calcanhotto. O músico apresenta o repertório do novo CD, que inclui a faixa-título, Porto Alegre, quem parte quem fica e O galope do guitarrista apaixonado, todas compostas por ele. No show, não vão faltar as músicas mais conhecidas, como Elegia, parceria com Augusto de Campos, Negro amor, versão de Péricles e Caetano Veloso para o clássico de Bob Dylan It’s all over now, baby blue e Nossa Bagdá, canção feita sobre os atuais conflitos no Iraque. Tudo isso e muito mais com o acompanhamento de Lincoln Antônio (teclados, sanfona e vocal), Guilherme Held (guitarra, violão e baixo), Atílio Marsiglia (violino, gaita e vocais), Guilherme Calzavara (bateria e trompete) e Leo Cavalcanti (percussão, violão e vocais), ou seja, um time e tanto!
PROJETO HOMENS AO MAR – SÃO PAULO
Trilogia da Companhia Triptal. O projeto Homens ao Mar, contempla a tradução e montagem de textos escritos entre 1914 e 1917 por Eugene O"Neill (1888-1953). A tetralogia da Companhia Triptal foi extremamente elogiada pela crítica especializada e indicada a diversos Prêmios Shell. O projeto agrega artistas que têm em comum o desejo encenar os textos escritos por Eugene O"Neill em seu período de formação: Rumo a Cardiff, Zona de Guerra e Longa Viagem de Volta pra Casa.
SEPÉ TIARAJU – SÃO PAULO
A estréia do novo espetáculo dirigido por César Vieira, Sepé Tiaraju, um dos maiores nomes da mitologia gaúcha, está na grade do 15º Porto Alegre Em Cena. Essa estréia nacional é uma homenagem do Teatro Popular União e Olho Vivo, de São Paulo, ao Rio Grande do Sul. O grupo – o mais importante de teatro de rua do Brasil, comemora em 2008 40 anos de existência – esteve na 14º edição, com o espetáculo Barbosinha Futebó Crube e se apresentou em diversas regiões da Descentralização com performances gratuitas para comunidade.
SIZWE BANZI ESTÁ MORTO - FRANÇA
O diretor inglês Peter Brook já é personagem freqüente na lista de grandes nomes do Porto Alegre Em Cena. Aos 82 anos, com uma lista praticamente incontável de espetáculos, óperas e filmes, Brook presenteia o festival com duas atrações: Sizwe Banzi está morto e O grande inquisidor. Sizwe Banzi está morto é a segunda de três peças escritas pelo sul-africano Athol Fugard – que na 14º esteve representado por China Zorilla em El camino a la Meca. Essa trilogia foi inspirada em espetáculos Township (1958 – 1973), que baseavam-se em acontecimentos da vida diária da comunidade negra urbana da África do Sul, construídas na periferia das grandes cidades na época do Apartheid. O espetáculo revela o papel do teatro em uma situação de repressão política, focando-se em temas conectados com identidade, humanidade, verdade e sobrevivência. Sizwe Banzi é parte da imensa tropa de pobres rejeitados. Sem ter os documentos que o permitiriam trabalhar na cidade grande, é forçado a adotar a identidade de um homem morto. Ele assim amputa sua personalidade que, daquele momento em diante, terá que compartilhar com um fantasma. O teatro dos Townships revela acima de tudo uma necessidade: desfeita em palavras e risos, as humilhações e opressões contra os “negros” pelos “brancos”. Nascido nas ruas, essa forma teatral imediata reapropria-se da vida por contar, com feroz humor, as dolorosas desventuras que temperam a vida diária. É um cruel senso de humor que faz a revolta mais forte e ainda mais bela. Um texto que ressoa mais do que nunca nos dias de hoje.
SPOKFREVO ORQUESTRA - PERNAMBUCO
A idéia original era acompanhar músicos do calibre de Antônio Carlos Nóbrega e Chico Science & Nação Zumbi, mas a SpokFrevo Orquestra foi muito além e, com muita qualidade e a direção do carismático Inaldo Cavalcanti de Albuquerque, o Maestro Spok, hoje é um dos maiores grupos brasileiros. São 18 jovens e talentosos músicos que tem a tarefa de dar ao frevo um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias arrojadas. Os músicos abusam da liberdade de expressão em improvisos com uma clara influência do jazz. “O frevo é uma música única, diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”, descreve Spok. No Carnaval de 2007, a SpokFrevo Orquestra reuniu milhares de pessoas na chegada do Galo da Madrugada, em frente ao palco montado na Avenida Guararapes, no Recife. Outro ponto alto foi o show inédito com Gal Costa, mostrando um repertório baseado nos frevos gravados pela cantora, ao longo da sua carreira, inclusive a música Frevo de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Gal e a SpokFrevo Orquestra atraíram uma verdadeira multidão ao Marco Zero, num dos espetáculos mais bonitos da festa de momo. O CD Passo de Anjo gravado pela orquestra em 2004, é considerado pela crítica especializada um divisor de águas na história do frevo e foi relançado pela Biscoito Fino em 2006. A SpokFrevo Orquestra foi especialmente convidada para participar do 15º Porto Alegre em Cena com uma grande festa a céu aberto, encerrando o festival de 2008. Um espetáculo para relembrar a época de ouro das big bands e seus músicos maravilhosos!

TUDO O QUE GIRA PARECE A FELICIDADE - ARTHUR NESTROVSKI E MIGUEL WISNIK
Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik, dois dos maiores músicos brasileiros, juntos num espetáculo arrebatador. Eruditos de formação mas com imensa afinidade com a canção popular, onde buscaram as referências maiores da música brasileira, José Miguel Wisnik, professor de letras e músico, e Arthur Nestrovski, estudioso, professor e escritor, dividem as luzes da ribalta num espetáculo inesquecível. Juntos pensam, tocam, compõem. Separados ensinam, ensaiam, escrevem. Para os 15 anos do festival, a dupla traz o show Tudo o que gira parece a felicidade e a aula-show Amaromar. O mar - figura recorrente da poesia e da música brasileiras - serve de mote para essa aula-show que reúne "canções de amor e morte" de vários autores. De Tom Jobim e Moacir Santos a Péricles Cavalcanti e Johhny Alf, passando por Schubert e Dorival Caymmi, o espetáculo inclui versões inéditas de alguns clássicos do cancioneiro americano.

Outros espetáculos

MÃE CORAGEM –ARMAZÉM COMPANHIA DE TEATRO
LA VIDA ES SUEÑO – URUGUAI
ANGENOR – SÃO PAULO
EDUCAÇÃO SENTIMENTAL DO VAMPIRO – SUTIL COMPANHIA DE TEATRO – PARANÁ
ADRIANA CALCANHOTO – RIO DE JANEIRO
ERENDIRA – ÍNDIA
O VÔO DA SERPENTE ENGOLE O CÍRCULO DO SOL – MARCELO GABRIEL – MINAS
GERAIS
AS REVELAÇÕES DE CLARA – URUGUAI
GATOMAQUIA – URUGUAI
AS APARÊNCIAS ENGANAM – URUGUAI
ZÉ MALANDRO – DINAMARCA

*Fonte:
contatos
POA Em CenaTrav. Paraíso,71Santa TeresaPorto Alegre-RSCEP 90850-190 (51)3235.2995 Email Assessoria de Imprensa: Bebê Baumgarten (51)8111.8703Bruna Paulin (51)8407.0657Fabiana Klein (51)9999.0700
Postado ao som de *Jeremy Steig - Howling for Judy

Os Bons Tempos Estão de Volta

Sociedade Floresta Aurora, A Casa da Cultura Negra, Promove:



Floresta Aurora, 135 de resistência.

Postado ao som de *Gotan Project - The Man

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Martinho no Canal Brasil!


Martinho da Vila vai estar presente hoje, com sua simplicidad e boa música, no programa de entrevistas do Paulinho Moska, no Canal Brasil, 66 da net.
Além de falar sobre as dificuldades na hora de compor, da parceria com outros músicos e seu processo criativo, Martinho manda Á capela o classico Salgueiro na Avenida.
Canal Brasil, às 21:30min.
Martinho da Vila, é muito bom, sempre manda a letra certa, bom malandro. Salve!
Postado ao som de *Martinalia - Molambo

Revista elege os 22 mafiosos mais perigosos do cinema


A revista norte-americana especializada em cultura, Entertainment Weekly, fez uma lista com os 22 mafiosos mais perigosos do cinema. A relação dessas "mentes do crime" vai de Vito Corleone a O-Ren I Shii.



O personagem Don Vito Corleone, de "O Poderoso Chefão" (1972), é um dos mafiosos mais conhecidos do cinema e ficou com o primeiro lugar na lista. O papel rendeu o Oscar de Melhor Ator a Marlon Brando.


Empatado na primeira posição ficou Robert De Niro, no papel do mesmo Corleone, mas na juventude em "O Poderoso Chefão - Parte II".
Veja a lista com os 22 mafiosos mais perigosos do cinema:

1) Vito Corleone (Marlon Brando/Robert De Niro) - O Podereso Chefão 1 & 2 (1972, 1974)
2) Tommy DeVito (Joe Pesci) - Os Bons Companheiros (1980)
3) Francis Costello (Jack Nicholson) - Os Infiltrados (2006)
4) Rico Bandello (Edward G. Robinson) - Alma no Lodo (1930)
5) Bill, O Açougueiro (Daniel Day-Lewis) - Gangues de Nova York (2002)
6) Leo O'Bannon (Albert Finney) - Ajuste Final (1990)
7) Jabba the Hutt - Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi (1983)
8) Tony Montana (Al Pacino) - Scarface (1983)
9) Al Capone (Robert De Niro) - Os Intocáveis (1987)
10) Joey Tai (John Lone) - O Ano do Dragão (1985)
11) Marcellus Wallace (Ving Rhames) - Pulp Fiction: Tempo de Violência (2004)
12) Dough Boy (Ice Cube) - Boyz 'n The Hood - Os Donos da Rua (1991)
13) Richie Cusack (William Hurt) - Marcas da Violência (2005)
14) Martin Cahlill (Brendan Gleeson) - O General (1998)
15) Wilson (Terence Stamp) - O Estranho (1999)
16) Don Logan (Ben Kingsley) - Sexy Beast (2002)
17) Chili Palmer (John Travolta) - O Nome do Jogo (1995)
18) Nino Brown (Wesley Snipes) - New Jack City - A Gangue Brutal (1991)
19) Ronald e Reggie Kray (Gary e Martin Kemp) - Os Implacáveis (1990)
20) O-Ren I Shii (Lucy Liu) - Kill Bill, Vol. 1 (2003)
21) Cody Jarrett (James Cagney) - Fúria Sanguinária (1949)
22) Spats Colombo (George Raft) - Quanto Mais Quente Melhor (1959)

Faltou algum???

Postado ao som de *Jedi Mind Tricks - Blue Steel

Ciclo de filmes raros marca a passagem de ano bissexto

Na próxima sexta-feira, 29, a Sala P. F. Gastal inicia a apresentação de uma mostra para marcar a passagem de mais um ano bissexto. Serão exibidos em cópias em DVD quatro filmes raros, até domingo, dia 2 de março. Entre eles, um filme surpresa, nunca antes exibido em cinemas brasileiros .


A exibição também marca o início de operação do novo equipamento de projeção digital da sala de cinema da Usina do Gasômetro, um projetor Mitsubishi, com 3.000 ANSI Lumens e contraste de 2.000:1, o que assegura uma excelente qualidade de imagem às exibições em DVD, com perfeita definição e contraste.


Os filmes:


Obras-primas do Terror (Obras Maestras del Terror), de Enrique Carreras. Argentina, 1960. Com Narciso Ibáñez Menta, Inés Moreno e Osvaldo Pacheco. Duração: 115 minutos. Preto e branco. Falado em espanhol, sem legendas.Produção argentina realizada no início dos ano 60, adaptando três contos do escritor Edgar Allan Poe, “O Caso do Sr. Valdemar”, “O Barril do Amontilado” e “O Coração Denunciador”. Com uma tradição pouco conhecida no cinema de horror, a Argentina produziu uma série de títulos no gênero entre os anos 50 e 60. Obras-primas do Terror costuma ser citado justamente como o melhor filme argentino do gênero.


Demência (Dementia), de John Parker. EUA, 1955.
Com Adrienne Barrett, Richard Barron e Bem Roseman. Duração: 61 minutos. Preto e branco. Sem diálogos.Produção maldita realizada na metade dos anos 50, tirada de circulação por suas ousadias formais, que não foram compreendidas à época de seu lançamento. Sem nenhum diálogo, o filme de John Parker acompanha as andanças de uma mulher psicótica pelas ruas de uma grande cidade. Demência foi produzido de maneira cooperativada, usando as sucatas de cenários de A Marca da Maldade, de Orson Welles. Depois de um fracassado lançamento comercial o filme foi relançado com título trocado e com a introdução de um narrador para "explicar" o inexplicável. Na época, a revista Variety definiu Demência como "o mais estranho filme já mostrado nos cinemas".


Rito de Amor e Morte (Yûkoku), de Yukio Mishima. Japão, 1966.
Com Yukio Mishima e Yoshiko Tsuruoka. Duração: 30 minutos. Sem diálogos.O único filme dirigido pelo escritor japonês Yukio Mishima (1925-1970). Autor de livros considerados clássicos da moderna literatura japonesa, como o autobiográfico Confissões de uma Máscara, Mishima teve sua existência marcada pelo homossexualidade e pelo militarismo, dois dos principais temas de sua literatura. Seu suicídio, em 1970, quando cometeu harakiri, foi um evento midiático que chamou a atenção da imprensa internacional. Rito de Amor e Morte esteve perdido por mais de três décadas. Havia rumores de que a esposa de Mishima tivesse destruído todas as cópias do filme após sua morte. No entanto, em agosto de 2005, os negativos foram descobertos no porão da antiga residência do escritor, e o filme logo transformou-se em objeto de culto entre os cinéfilos e fãs do escritor. O próprio Mishima é protagonista do filme, que acompanha o lento ritual de suicídio de um casal. Com bela fotografia em preto&branco, Rito de Amor e Morte não tem diálogos e revela um diretor com notável senso plástico.


Filme Surpresa. Duração: 80 minutos. Sessão surpresa, com um filme nunca lançado nos cinemas brasileiros. Pista: trata-se do primeiro longa-metragem de um dos grandes diretores do cinema contemporâneo.

Grade de horários:
Sexta-feira, 29, 15h - Rito de Amor e Morte + Demência, 17h - Obras-primas do Terror, 19h - Filme Surpresa

Sábado, 1° de março, 15h - Obras-primas do Terror1,17h - Filme Surpresa, 19h - Rito de Amor e Morte + Demência


Domingo, 2, 15h - Filme Surpresa, 17h - Rito de Amor e Morte + Demência, 19h - Obras-primas do Terror.


Postado ao som de * Echo Sound System - Inna Babylon

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Tonho Crocco e Ivone Pacheco


Finalizando o Projeto " Verão é Aqui", na sala multiuso do Santander Cultural ( 7 de setembro,1028 ), um encontro que promete. Tonho Crocco, vocalista da Ultramen se apresentará ao lado da diva do jazz gaúcho, Ivone Pacheco, que continua viajando pelo brasil tocando seu jazz ao piano, voz e gaita.
Noite de bom som, no Santader Cultural!!
O show é hoje dia 27 e os ingressos custam R$10,00(no local).
Postado ao som de *Seu Jorge - Voz da Massa

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Mostra de cinema internacional na Sala P.F. Gastal

Maior evento do gênero na região Sul, o Festival de Verão do RS de Cinema Internacional chega a sua quarta edição. Até 28 de fevereiro, serão exibidos 64 longas-metragens nacionais e estrangeiros, em sua maioria inéditos no estado. A programação irá ocupar sete cinemas da Capital, incluindo a Sala P.F. Gastal, na Usina do Gasômetro, cuja a programação e essa
ai abaixo.

Programação de hoje, 26

15h - Guimba, un tyran une époque - Comédia Dramática, Mali/Burquina Fasso / Alemanha, 1995, 93min, DVD - De Cheick Oumar Sissoko. Com Bala Moussa Keita, Falaba Issa Traoré. Sitakili, uma cidade do Sahel, vive sob a dominação de Guimba Dunbaya e seu filho Janguiné. Kani Coulibaly é noiva de Jaquiné desde que nasceu. Ela é agora uma bela moça, muito cortejada, mas nenhum pretendente ousa declarar-se, devido ao grande terror imposto por Guimba. Durante uma visita de cortesia a Kani, Jaguiné apaixona-se por Meya, a mãe de sua noiva, e quer casar-se com ela.

17h - O Tempo de Amanhã (Pogoda na Jutro) - Comédia Dramática, Polônia, 2003, 95min, DVD - De Jerzy Stuhr. Com Jerzy Stuhr, Malgorzata Zajaczkowska, Roma Gasiorowska. Józef é um monge refugiado da repressão ao Comunismo. Um dia, sua mulher e filhos o reencontram, depois de ter deixado-os na miséria e de ter desaparecido por 17 anos. Eles o denunciam e ele é expulso do mosteiro. Sem ter para onde ir, ele volta para casa para morar na garagem da família.

Quarta, 27

15h - Marock - Romance, Marrocos/França, 2005, 100min, 35mm - De Laila Marrakchi. Com Morjana El Alaoui, Mathieu Boujenah. Casablanca, Marrocos. Ano de formatura no colégio para um grupo de jovens. Um retrato da juventude dourada marroquina em todos os seus excessos: carros velozes, música, amizades, álcool, mas também a angústia da chegada da idade adulta.

17h - Heremakono - à Espera da Felicidade (Heremakono - En attendant le Bonheur) - Drama, França/Mauritânia, 2002, 95min, DVD - De Abderrahmane Sissako. Com Fatimatou Mint Ahmedou, Khatra Ould Abdel Kader, Makanfing Dabo. Abdallah é um menino que encontra sua mãe em Nouadhibou, cidadezinha da costa da Mauritânia. Nesse lugar de exílio, no qual a língua não é compreendida, ele tenta decifrar o mundo que o rodeia. O jovem e alegre Khatra o ajudará a sair de seu isolamento ensinando-lhe o dialeto local.

19h - Jogo de Cena - Documentário, Brasil, 2006, 105min, 35mm - De Eduardo Coutinho. Com Andréa Beltrão, Fernanda Torres, Marília Pêra. Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram suas histórias de vida num estúdio; 23 delas foram selecionadas e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Renomadas atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas pelas personagens escolhidas

Quinta, 28

15h - Baara - Mali, 1978, 93 min, DVD - De Souleymane Cissé. Com Balla Moussa Keita, Baba Niaré, Boubacar Keita. Um jovem camponês maliano trabalha como baara, isto é, carregador de bagagens em Bamaco. Um dia faz amizade com um jovem engenheiro. Este passa a protegê-lo e a ajudá-lo nos seus problemas com a polícia e consegue um emprego para ele em uma fábrica. O engenheiro tenta disseminar suas idéias liberais dentro da fábrica, entrando em conflito com a diretoria do local.

17h - À Margem da Guerra (Welcome to Dongmakgo) - Comédia Dramática, Coréia do Sul, 2006, 130min, DVD - De Kwang-hyun-Park. Com Jae-Yeong Jeong, Ha-Kyun Shin, Hye-Jeong Kang. O filme retrata uma aldeia do ano de 1950 que não percebe o início da Guerra da Coréia.

19h30 - Virgin Stripped Bare By Her Bachelors (Oh! Soo-Jung) - Drama, Coréia do Sul, 2000, 126min, PB, DVD - De Hong Sang-soo. Com Eun-Ju Lee, Bo-Seok Jeong, Seung-Kun Mun. Todos os homens se curvam pela jovem Soo-Jung que trabalha como produtora. Seu chefe tenta conquistá-la, mas ela se apaixona por um amigo dele.

Postado ao som de *Parteum - Rimas Jogadas ao Vento

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Nebulosa Planetária, Olho de Gato.

Peguei essa foto, no orkut do, Ike, Muito Legal.

Uma nebulosa planetária, é um objeto astronômico constituído por um invólucro brilhante de gases e plasma, formado, por certos tipos de estrelas, no período final do seu ciclo de vida.
Não estão de todo relacionadas, com planetas. O seu nome é originário, de sua semelhança com planetas gigantes gasosos, tem um período de existência pequeno (dezenas de milhares de anos), comparado, com o tempo de vida típico das estrelas (vários bilhões de anos).
Existem cerca de 1500 destes objetos na nossa galáxia.
As nebulosas planetárias são objectos importantes na astronomia, por desempenharem um papel na evolução química das galáxias, libertando material para o meio interestelar, enriquecendo-o com elementos pesados e outros produtos de nucleossíntese (carbono, nitrogênio, oxigénio e cálcio).
Nos anos mais recentes, as imagens fornecidas, pelo telescópio espacial Hubble, revelaram que as nebulosas planetárias poderão adquirir morfologias extrememente complexas e variadas.
Cerca de um quinto são esféricas, mas a maioria não tem esta morfologia, as nebulosas planetárias, são geralmente objetos ténues e nenhum é visível a olho nu.


Postado ao som de *Dezarie - Don´t Cry

Oscarizado, Daniel Day-Lewis!

No Longa, Sangue Negro(Paul Thomas), Daniel Day-Lewis, interpreta Daniel Planview, um bruto explorador de petróleo do início do século passado que não vê limite para a sua ambição.


Interpretação esta premiada, com o Oscar de melhor ator, na noite de ontem.



Abaixo, cinco filmes em que, Day-Lewis, realmente arranca aplausos da platéia.


Gangues de Nova York(Martin Scorsese, 2002), Daniel Day-Lewis, é Bill Carniceiro é filho de um criminoso. Envolve-se com grupos inimigos para vingar a morte de seu pai.

IMPERDÍVEL.





Meu Pé Esquerdo(Jim Sheridan, 1989) Day-Lewis, faz o papel de Christy Bronw, irlandês que apesar de sofrer de paralisia cerebral, aprende a pintar com o pé esquerdo, mostrando ao mundo sua inteligência e talento através da arte. Deu a Daniel Day-Lewis o Oscar de melhor ator.

A Insustentável Beleza do Ser(Philip Kaufman, 1988)

Médico tcheco se envolve em triângulo amoroso até que uma invasão soviética mudo o rumo de sua vida.






Em Nome do Pai(Jim Sherindan, 1993), Confundido com terroista do IRA, rapaz é forçado a confessar um atentado que não cometeu.



A Época da Inocênica(Martin Scorsese, 1993)
Day-Lewis interpreta um aristocrata nova-iorquino do final do século XIX que vive uma drámatica relação amorosa.

Daniel Day-Lewis!! Um craque da arte drámtica, muito talentoso!
*Colaboração, Eduardo Barbosa.

Postado ao som de * Fluxo - Poesia Ambulante

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sabado 23, lá na pista



Neste sábado (dia 23), das 14h as 18h, acontece a premiere do vídeo Duotone em Porto Alegre, mais precisamente na famosa pista do IAPI. Aproveitando o local do evento, acontecerá o campeonato Matriz de linha e de melhor manobra na linha. O campeonato é aberto para iniciante, amador e profissional. O valor da inscrição será de 15 reais, e todo o dinheiro arrecadado com a inscrição será destinado à premiação. Os paulistas Bruno Aguero, Diego Chavero e Fernando Java, skatistas com parte em Duotone, também estarão nesta premiere e participarão da disputa de linha. Outra atração em Porto Alegre é o test drive com o model de tênis de Marcus Cida pela Freeday. Skatistas poderão usar o tênis e participar da disputa de linha. O melhor colocado na disputa que estiver usando o modelo de tênis assinado por Marcus Cida levará um prêmio especial. O DJ Madruga estará na discotecagem durante o evento que será também uma confraternização do skate gaúcho. E na sexta-feira (dia 22) Fernando Granja, Bruno Aguero, Diego Chavero, Fernando Java e Cezar Gordo estarão presentes no programa de skate da radio Ipanema, falando um pouco sobre o video e colocando a trilha sonora do Duotone para a galera ouvir. A radio pega na FM 94.9 para Porto Alegre e grande Porto Alegre, mas para quem tiver interesse em ouvir pela internet é só acessar www.ipanema.com.br na sexta-feira das 22 h as 24h. Fonte: cemporcentoskate (divulgação oficial Duotone)









Postado ao som de * Kamau - Só

43 anos da morte de Malcom X




Malcolm Little, mais conhecido como Malcolm X, foi um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração socialista.



Famoso líder afro-americano que teve o pai, um pastor, assassinado pela Ku Klux Klan e sua mãe internada por insanidade. Viveu a adolescência nas ruas e enquanto esteve preso descobriu o islã. Malcolm faz sua conversão religiosa como um discípulo messiânico de Elijah Mohammed. Converteu-se ao islã, mudando o nome para El-Hajj Malik Al-Shabazz.
Martin Luther King e Malcolm X divergiam em pensamentos, King defendia uma "resistência pacífica" pelos negros e Malcolm defendia a separação das raças, independência econômica e um Estado autônomo.

Malcolm foi assassinado em 21 de fevereiro de 1965 durante seu discurso no Harlem. O processo da morte de Malcolm foi arquivado por falta de provas.
Postado ao som de *Mos Def & Talib Kweli - Determination

4° Festival de Verão do RS de Cinema Internacional

A partir de hoje dia 21 de fevereiro e durante oito dias, o mundo virá até as telas de cinema e espaços alternativos em Porto Alegre, Rio Grande, Erechim, Torres e Caxias do Sul. Isso graças as 4 ° Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, que trará mais de 40 longas-metragens nacionais e estrangeiros, em sua grande maioria inéditos.
Alatéia Selonk, diretora do festival e da Okna Produções, que juntamente com a Panda Filmes promove o evento, explica que ele nasceu para aproveitar uma época em que a programação cultural diminui e para colocar a capital gaúcha na rota dos festivais internacionais de cinema que ocorrem no país. A idéia deu certo. Ano a ano o festival cresce, incorporando novidades e aumentandi o seu público.
A iniciativa privelegia a diversidade e funciona como uma janela cultural para o mundo. É a grande oportunidade anual de saber o que se faz em cinema fora dos centros mais conhecidos - que respondem pela mair parte da programação a que os gaúchos têm acesso durante o ano.
Na programação do Festival há obras como Minha Vida no Ar, da França; Pardes, da India; Conexão Kebab, da Alemanha, que integram o painel chamado Mostra de Filmes do Mundo, realizado em parceria com vários consulados e embaixadas. Essa parceria permitiu ampliar ainda mais a diversidade, comemora Aletéia.
Para que o cinema realmete se democratize, a Mostra chegará a municípios que não contam com salas de cinema. Nesse caso, será utilizado equipamento móvel de projeção, que será instalado em praças e ginásios, em uma parceria com a Fundacine e com o projet Rodacine RGE.
O festival lembra Alatéa, "é uma ativo formador de novas platéias, permitind aos espectadores experimentarem um outro olhar cinematográfico". E complementa Beto Rodrigues, da Panda Filmes, "o público é convidado a participar ativamente do diálogo com os realizadores".
Além dos filmes, o festivl trará debates com diretores, produtores, atores brasileiros e estrangeiros. Haverá também workshops ministrados por profissionais da área cinematográfica.
Nas sessões realizadas em salas de cinema, o ingresso terá o valor praticado pelo própio exibidor. As sessões com equipamento móve de projeção serão gratuitas. A programação está detalhada nos sites www.festivalverao.com.br e www.pandafilmes.com.br .
Em Porto Alegre, os filmes serão exibidos no Santander Cultural; nas salas de cinema Paulo Amorim e Eduardo Hitz, da Casa de Cultura Mário Quintana; na sala P.F Gastal, no 3º andar da Usina Gasômetro; no Unibanco Arteplex do Bourboun Country e nos cinemas da rede Guion.

Postado ao som de * Simples - Vim, Vi, Venci

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Kinder Ovo Surpresa


A prefeitura, através do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) voltou a instalar os novos cestos coletores de lixo no centro da cidade esta semana. Depois de colocar o primeiro lote de 400 unidades nas ruas centrais, a partir do dia 22 de janeiro, o DMLU optou por atender a Orla do Guaíba, que tem uma significativa demanda nestes meses de verão. "Terminamos a instalação de 140 cestos na Zona Sul, sendo 46 apenas no Calçadão de Ipanema. Agora, voltamos a trabalhar na área central", explica Marcelo Hoffmann, o coordenador da Divisão de Limpeza e Coleta (DLC).
O DMLU está cumprindo rigorosamente o cronograma de instalação dos cestos coletores de lixo em Porto Alegre: até o fim desta semana, quando a operação completará 30 dias, estarão instalados 800 novos cestos na cidade. Neste ritmo, de 400 cestos por quinzena, em novembro estará completa a instalação das oito mil unidades contratadas. O início do terceiro lote ainda será pelo Centro, mas já se encaminhando para as radiais.
Pronta a zona central da cidade, nos primeiros dias de março, o DMLU definirá a prioridade de atendimento às vias de maior fluxo populacional. Os novos cestos coletores de lixo são de aço galvanizado e fixados no chão para dificultar depredações ou roubos. A pintura é na cor laranja, com tinta automotiva para proteger contra ferrugem.
Postado ao som de Mv Bill - *Marginal Menestrel

Festa!!!

SAB, 23 DE FEVEREIRO

DEPOIS DA PREMIERE DO VIDEO DUOTONE DIA 23 DE FEV (SÁB)
AS 14 HS NA PISTA DE SKATE DO IAPI EM PORTO ALEGRE,
NA NOITE TEM...............................URBANZ REPZ. SUMMER 2008.dia
23 DE FEVEREIRO (sáb) as 23hs.
NO SOM: DJ JORGE CUTZ (SP) E MAESTRO (POA)
VIDEOS DE SKATE E CLIPES DE RAP NO TELÃO.
ELAS FREE ATÉ A MEIA NOITE E MEIA.
INGRESSO ÚNICO 10,00 COM 1 CEVA.
LOCAL: FUNHOUSE. FARRAPOS 1100.(AO LADO DO KYMBALL. PORTO ALEGRE).

BREVE FLYER DA FESTA

POSTADO AO SOM DE *Quinto Andar - Madruga

Paranoid Park


PARANOID PARK, 2007, França/ EUA, dir.: Gus Van Sant. Se você matasse alguém acidentalmente, contaria a alguém? Conseguiria conviver com isso? Um pouco experimental, o filme é muito mais focado no estado de espírito, sentimentos e pensamentos dos personagens do que nos acontecimentos em si. Para entender melhor, dá pra resumir o enredo em uma frase: Alex é um skatista que mata acidentalmente um segurança da linha do trem ao lado do Paranoid Park, um skatepark lendário. Mas para explicar o contexto que envolve o filme (o skatepark, os amigos, a introspecção de Alex, etc) eu precisaria de muito mais linhas e todo mundo, paciência. Não é o caso. A fotografia do filme é de Christopher Doyle, a direção, do já conhecido Gus Van Sant ("Elephant", "Last Days"). Cenas de rolês de carrinho em Super8 e a trilha sonora muito boa deixam o filme mais interessante. O filme ganhou o prêmio do 60º Aniversário no Festival de Cannes. Ah, e não tem nada e ver com "Kids" ou "Ken Park", como muitos disseram.
Postado ao som de *Nando Reis e os Infernais - Bom Dia

Lupe Fiasco

Rap e Skate, por que será que combinam tanto??

Haja estilo!!! Lupe Fiasco, Sonzeira

Postado ao som de * Nelson Sargento - Muito Tempo Depois

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Um exemplo a ser seguido





Luiz Amorim, 42 anos, tem chamado a atenção em Brasília pela a idéia inusitada de misturar picanhas e livros.


Ele criou uma biblioteca e um centro cultural dentro de seu açougue. Há seis meses, Amorim inovou de novo. Instalou estantes de livros nas paradas de ônibus da cidade.


Deu certo. Já são 24 estantes com um acervo de 17 mil livros e mais de mil empéstimos por dia. A maior surpresa é que até agora nenhum livro foi furtado ou danificado.


Postado ao som de * Hardage - Blue

"O PAC ajuda a desmatar"


Pesquisando sobre a Amazônia, encontrei este cara, gostei muito dele, ta aí:
Philip Fearnside.




Quando o tema é aquecimento global, Philip Fearnside, pesquisador do Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia ( Inpa), em Manaus, é o segundo cientista mais citado no mundo nos últimos dez anos, de acordo com o Science Citation Index. O levantamento, feito por meio de referências em revistas na área, revela a importâcia científica de suas pesquisas na Amazônia, onde desembarcou em 1976. Formado em biologia pela Universidade do Colorado e Ph.D. em ecologia pela universidade de Michigan, aos 57 anos Fearnside comanda uma equipe que mapeia os serviços ambientais prestados pela floresta. Sua proposta é ousada e radical: ele sugere que os países do mundo paguem pelo benefícios ecológios que a floresta traz, como organismo que regula o fluxo de chuvas, a temperatura e evita o agravamento do efeito estufa. Para Fearnside, o resarcimento material por esse benefícios produzidos pela floresta garantiria a qualidade de vida de vida de sua população, mantendo preservada a Amazônia.
Ele critica as medidas anunciadas pelo governo, como a suspensão de autorizações para o desmatamento em 36 munícipios da Amazônia, e diz que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderá ser ainda mais prejudicial para a conservação da região. Pessimista em releção à influência do aquecimento global, Fearnside estima que até 2080 poderá ocorrer o fim da floresta.
Abaixo trechos da entrevista concedida por, Philip Fearnside, a Sérgio Pardellas, para ISTOÉ:
Sérgio: Entre as medidas anunciadas pelo governo na tentativa de combater o desmatamento está a suspensão de autorizações para o desmatamento nesses 36 municípios da Amazônia. É suficiente?
Fearnside: É necessário muito mais do que foi anunciado. Não é tão fácil baixar um decreto assim. Muita gente continua desmatando. Inclusive, em alguns desses municípios, sobretudo no sul do Pára e no noroeste do Mato Grosso, acontece muito desmatamento fora do controle do governo. É muito precária a fiscalização que é feita através de campanas e blitze intensivas. O alvo do governo é diminuir o desmatamento até julho deste ano. Mas é um objetivo muito limitado. São necessárias também medidas de longo prazo.
Sérgio: Quais?
Fearnside: Por exemplo, há uma decisão do governo de construir estradas que passam pela região. Isso vai provocar um desmatamento muito grande. O PAC foi anunciado sem nenhum estudo prévio, sem nunhuma análise da área que irá ser desmatada.
Sérgio: O sr. fala da BR-319, que liga as cidades de Porto Velho a Manaus?
Fearnside: Exato. A BR-319 não tem EIA-Rima. Hoje 80% do desmatamento é concentrado na periferia da floresta. Lado sul e Lado lesta. Mas, se forem concluídas essas estradas, o centro e o norte amazônia ficarão expostos para o problema do desmatamento.
Sérgio: Mas as obras de infra-estrutura não são necessárias para a Amazônia?
Fearnside: Acho que o princípio para todas as decisões é analisar os impactos e os benefícios antes de tomar a decisão.
Sérgio: Então, o PAC da forma como está sendo viabilizado na região,será prejudicial?
Fearnside: Sem dúvida o PAC ajuda a desmatar. Quando abrirem a BR-319, vai ampliar o quadro do desmatamento. E vão invadir áreas que hoje estão intactas. E não só a BR-319. Também está prevista no PAC toda uma rede de estradas laterais ao longo dos rios Madeira e Purus, que abrirá todo aquele bloco de floresta intacta no oeste do Estado do Amazonas. Isso muda a geografia do desmatamento. É muito importante que isso seja repensado.
Sérgio: Mas, então, a floresta tem que ficar completamente intocada? Como desenvolver a região e garantir a qualidade de vida da população da Amazônia?
Fearnside: Ninguém falou que deva existir atividade econômica na Amazônia. Mas temos alternativas. Por exemplo, faço parte de uma equipe que mapeia e monitora os serviços ambientais prestados pela floresta. Não tenho dúvida em dizer que o melhor caminho para conter o corte de árvores é transformar esses serviços em ganhos econômicos.
Sérgio: Como seria isso?
Fearnside:Um dos grandes papéis da floresta é regular o clima do planeta. A biodiversidade também e importante. O que tem mais perspectiva de virar no curto e médio prazo uma fonte de renda que poderia substituir a destruição da floresta como base da economia é o efeito estufa.
Sérgio: O sr. está querendo dizer que o mundo ressarciria a Amazônia pelo papel que floresta presta na regulação do clima?
Fearnside: Precisa força diplomática para conseguir esse valor, que hoje está sendo dado de graça para o mundo. A Amazônia hoje vive da destruição da floresta. Corta, vende madeira, coloca gado,etc. É preciso mudar e basear a economia na manutenção da floresta e conseguir um fluxo finaceiro a partir do valor ambiental da floresta em pé para manter a população.
Sérgio: É possível afirmar que o desmatamento na amazônia pode ter efeitos sobro o clima da própia região e em outras partes do mundo?
Fearnside: Sem dúvida. A floresta lança grandes quantidades de gases de efeito estufa que vão contribuindo para o aquecimento global e têm impacto no mundo inteiro. Também têm um efeito sobre o ciclo da água que afeta o transporte de água até em São Paulo e em países da América Latina. Ainda nã temos cálculos sobre o que se perde de água com o desmatamento. O que dá para medir agora é a parte de emissão de gases, que pode acelerar a derrocada da floresta.
Sérgio: A destruição da Amazônia contribui com o efeito estufa e o efeito estufa destrói a floresta?
Fearnside: É um ciclo vicioso. O efeito estufa e o desmatamento se auto-alimentam. Na medida em que a floresta vai morrendo, são liberados gás carbônicos e outros gases que irão contribuir para um aumento médio de temperatura maior que a média global e uma redução no volume de chuvas. Com o aumento da temperatura, cada árvore precisa de mais água para sobreviver e, justamente aí, há menos chuvs. Com isso, a estiagem fica mais longa e as árvores ficam numa situação de fragilidade, propiciando a ocorrencia de incêndios florestais. Os incêndios podem não matar a floresta toda, mas eles esquentam a base do tronco da árvore, o que acaba provocando a morte delas, sobretudo as maiores, que são mais sensíveis. Aí acontece um outro ciclo vicioso. Toda vez que ocorre um incêndio, muita madeira morta fica lá solta no meio da floresta, o que faz com que o incêndio subseqüente tenha maiores proporções, e assim sucessivamente.

" Ativista verdadeiro que do mal, fica alerta!!!"

Tome você, suas própias conclusões.

Postado ao som de * Marcelinho da Lua - Pode me Chamar