quarta-feira, 30 de julho de 2008
PHOTOSHOP
http://tutoriaisphotoshop.blogspot.com/
Ao som de *Prodigy - Stuck on You
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Carta para Zezé di Camargo
Zezé, você não me conhece e nem faz idéia de quem eu sou, mas pode ficar sossegado comigo.
Eu não quero te conhecer e nem quero ser teu amigo, mas resolvi te escrever esta carta pra te dar um toque, velho. Porra, Zezé, desiste de ser ícone da MPB, pára de querer ser aceito por Caetano, Gil e Chico Buarque... esses caras não passaram pela metade do que você passoupaa se tornar um artista cheio da grana. Você vende mais disco que os três juntos, faz mais shows e com certeza deve comer mais mulher do que os caras. Se liga man.Assisti o filme sobre a sua vida e confesso que me emocionei com o que vi. Que vida dura, cara... tu se fudeu pra caralho pra conseguir crescer na carreira. Admiro isso e te respeito como artista exatamente por causa de todas essas dificuldades que tu passou sem nunca desistir do sonho (que frase blasé). Zezé, porra...TU COMEU OVO CRU!!!Duvido que Chico, Gil ou Caetano tenham comido ovo cru pra ficar com a voz potente. Esses caras tomavam era suquinho com biscoitos e vestiam casaco de lã pra não gripar. Tu quer mesmo ser amigo dessa turma? Só menino criado em berço de ouro... todos mimadinhos e cheios de vontades. Não, Zezé, tu é melhor que isso.Você já é um ícone da música brasileira, nem se preocupe. Todo mundo te conhece, canta tuas músicas, vai nos shows, assite teu filme... tu queres mais o que? Depois do Roberto Carlos, só dá tu na arrecadação do ECAD, toca no rádio o dia inteiro e teve uma das maiores bilheterias do cinema nacional. Você precisa mesmo do respeito de um pequeno grupo pseudo intelectual? Sei não, Zezé, acho que tu vacila quando tenta colar nessa turma. Você já provou o seu talento brilhante, não precisa se rastejar. Acabo esta carta deixando claro que não quero ser seu amigo. Escrevi estas linhas porque não podia deixar passar a oportunidade de te dizer algumas verdades. Respeito sua vida, seu trabalho e o exemplo de que não devemos desistir jamais, porém não posso compactuar com essa safadeza que você está fazendo com a sua carreira.PORRA, ZEZÉ...TU COMEU OVO CRU!!!
Texto originalmente publicado na revista O DILÚVIO
Ao som de *Miguel R.M.S - Groove Grave 2005
FUN STATION

O projeto, idealizado pelos brasileiros Bruno de Marchi Filho e Armando Périco Neto em conjunto com estudantes italianos e alemães, foi desenvolvido na Faculdade de Tecnologia de Lugano, na Suíça. Marcos Maynard, músico e ex-presidente de grandes gravadoras, fechou contrato para a comercialização do equipamento no Brasil, onde deve chegar em 2008.
A demonstração do equipamento na Suíça foi feita com material cedido pelo selo independente Engenho Musical e pela gravadora Deckdisc --obviamente, todos os downloads são legais.
Tecladista da banda Rotor e tecnólogo em informática, Bruno decidiu buscar alternativas à crise da indústria fonográfica tradicional e pesquisou formas de disponibilizar legalmente conteúdos até então acessíveis apenas pelo computador. "Temos cada vez mais meios para consumir músicas e vídeos.
A idéia é que a estação, que servirá como um posto de abastecimento dos usuários de mídias digitais, amplie o número de consumidores desse tipo de conteúdo, que não precisariam mais de um computador para acessá-lo.
Savave no programa Freestyle.

domingo, 27 de julho de 2008
Rádio Gambiarra

Idealizada por Maestro, figura bem notória na cena do RAP undergrpound um Porto Alegre, a rádio traz em seu set list RAP pra todos os ouvidos, gringos,nacionais e alguns sons de outros países.
Sons da cena local também rolam pelas ondas da Gambiarra, quer conferir? dá uma passada por lá GAMBIARRA RÁDIO e escuta o que rola entre horas de FREESTYLE e algumas edições ao vivo sob o comando de Maestro no set.
A CAUDA LONGA.
Termo cunhado por Chris Anderson, editor da Wired e ex-Economist, em 2002, Long Tail explica o poder dos nichos frente aos grandalhões da indústria e promete selar o fim da era dos blockbusters. Agora, são as pessoas que determinam o que merece sucesso. O nome "cauda longa" é devido do formato do gráfico gerado: os grandes ocupam o topo, mas um pequeno espaço, enquanto os nichos são pequenos e infinitos.
As grandes corporações - gravadoras, produtoras, estúdios, emissoras, varejistas - sempre dependeram amplamente de grandes sucessos para sobreviver. É o que Anderson chama de "tirania do topo", a qual nós mesmos fomos condicionados.
Utilizamos a parada de sucessos, os números de bilheteria, da mesma maneira como acompanhamos uma tabela do campeonato de futebol - para separar os grandes vencedores dos perdedores óbvios. É assim que sempre funcionou a nossa e a visão do mercado: senão for um hit, foi um erro.
Acontece que a internet transformou esse modelo econômico em algo que não funciona mais. Os números estão aí para provar: queda nas vendas de discos, queda nas bilheterias, audiência da TV que caiu ao seu nível mais baixo da história.
Na última segunda-feira, Anderson lançou seu livro totalmente dedicado ao tema, "The Long Tail: Why The Future of of Business Is Selling Less Of More", e ele usa exemplos claros e que todos nós testemunhamos nos últimos anos, ou melhor, estamos presenciando todos os dias.
Nunca uma geração teve tanto poder de escolha como nós temos hoje. Um número ilimitado de artistas, bandas, filmes, produções, fontes de informação e etc, que através do boca-a-boca virtual, redes sociais e indicações baseadas em similaridade, ganham notoriedade do dia pra noite.
Se antes existia um denominador comum, se todos precisavam ver e ouvir a mesma coisa, se éramos condicionados ao pop fabricado e aos blockbusters de verão, hoje temos acesso a tudo ao mesmo tempo agora. Cada nicho pode ter sua audiência, e na casa dos milhões. É o tal poder do consumidor que tanto alardeamos atualmente.
Quem precisa de um marketing milionário, quando se tem o MySpace com 61 milhões de usuários ávidos por novidades? Está aí o Arctic Monkeys que não nos deixa mentir. E é apenas um exemplo de sucesso construído na internet e, o melhor, quebrou as barreiras do mundo online e ganhou as ruas. Shows lotados, mídia cobrindo em massa e o disco de estréia mais vendido do Reino Unido.
Quem precisa ir numa loja comprar discos, quando se tem opções ilimitadas na Amazon? É tanto questão de estoque, de espaço físico que o mundo real não dispõe, quanto de mudança de hábitos. O consumidor perdeu o gosto pelo mainstream, ele quer explorar e descobrir coisas novas. É o fim da cultura comum.
Esse blog (e tantos outros), por exemplo, é um produto da Long Tail. Frente a tantos veículos profissionais sobre publicidade, conquistou uma audiência específica. Vídeos produzidos pelas pessoas, que viralizam e tornam-se um fenômeno, estão na Long Tail. Um filme obscuro redescoberto na internet e que de repente volta a ser comentado, é Long Tail. Resumindo: aquilo que você produz, amadoristicamente, pode ter sua própria audiência. Aquilo que estava esquecido, pode ganhar vida nova.
Periodicamente surgem novas idéias e empresas, que preenchem um espaço e conquistam um público específico. Há poucos anos atrás, corporações como Amazon, Google, eBay, NetFlix, iTunes, Google, Yahoo!, MySpace, YouTube, simplesmente não existiam, e hoje tornaram-se necessidade básica para muitas pessoas.
E qual o sentido de tudo isso? Que existe um mercado imenso inexplorado esperando por nossas idéias. Talvez levem décadas para a indústria do entretenimento se tocar disso, mas nós que vivemos o mundo online não podemos desperdiçar.
Anderson destaca que os blockbusters, os grandes hits, vão continuar existindo, mas que agora tem que obrigatoriamente disputar espaço com os pequenos, concorrem com quem vem de baixo. Não é mais a MTV, as rádios e Hollywood que vão definir que faz sucesso. Você vai.
Os blockbusters sempre existirão, pois essa miríade de opções não representa necessariamente uma fragmentação cultural. É uma questão social, todo mundo quer ver o que todo mundo está vendo, queremos saber do que todos estão falando. Pois mais do que um filme, as grandes produções são um evento midíatico. Alguém falou em "O Código da Vinci?
Só que a cada "O Código da Vinci", temos 50 outros filmes menos populares e, certamente, muito melhores. A medida que construir um hit demanda cada vez mais dinheiro, mais artistas surgem catapultados pela internet e pelas facilidades de distribuição proporcionadas pela tecnologia.
Em um mundo real onde a seleção natural do mercado faz com que produtos populares tirem espaço na prateleira de produtos pouco vendidos, um mundo onde a indústria do entretenimento define o que você deve ver e ouvir, observar o desenvolvimento da Long Tail é confortante. Dizer onde isso vai parar, pode ser mero exercício de futurologia, mas que temos muito a pensar, isso eu não tenho dúvidas.
Fonte:
http://www.produtorculturaltri.blogspot.com/
Postado ao som de * Projota, Akira & Apolo - Saber Jogar
quinta-feira, 24 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
A temperatura em que queimam os livros!


Tudo vai bem com Montag. Ele queima livros, faz seu trabalho, e se sente feliz e normal. Está prestes a ser promovido a capitão. Sua bela esposa vive tranquila e feliz em seu lar, sempre envolvida em seus programas de TV (aliás, é foda a cena do programa de tv interativo. Penso que farão da TV digital algo semelhante). É a paz soberana, a suma felicidade.
Entretanto, Montag começa a se inquietar quando é questionado por uma jovem da resistência se ele alguma vez havia lido um dos milhões de livros que queimou.
–Detalhe da resistência (tão poético!): já que não se pode guardar os livros, seus guerrilheiros devem decorar na íntegra seus livros prediletos. Assim, acabam por se tornar os próprios livros. Vivem em uma comunidade-biblioteca. É sensacional.
Montag então começa a ler. E compreende porque a Família sempre havia alertado sobre a periculosidade dos livros: eles propiciam o pensar por si mesmo. E quando você começa questionar as coisas, deixa de ser feliz. Por que? A sociedade revela-se para Montag como algo horrível.
Ele se dá conta de que é dominado, e que não é um membro da Família, como esta pretendia. Entende que ser um parente desta coisa é algo abominável, e que a felicidade e a paz não são tão felizes e pacíficas como se imaginava. Decide então colaborar com a resistência, e prepara uma estratégia para tentar derrubar a Família e livrar o povo de suas viseiras. No entanto, não vemos no filme o desfecho deste contra-golpe.
Lembrando que o filme é 1966.....
Ao som de * Amanda Diva - 40 mc´s
domingo, 20 de julho de 2008
Amanda Diva: Life Experience

Agora falando de femcees, as mulheres com talento suficiente para estar no jogo do rap sem apelações, apresento Amanda Diva, uma emcee, poetisa, cantora e jornalista, que tem feito bastante barulho ultimamente, trabalando com nomes como Q-Tip e DJ Kay Slay. Ela inclusive já participou de um concurso de poesia na MTV, apresentando a poesia que, mais tarde, se tornaria em 40 MC's, um dos grandes destaques deste álbum.
Na verdade, Life Experience é um EP de estréia da menina. Aqui, apesar do rap predominar, ainda há espaço para Amanda cantar e se aventurar na spoken word, uma espécie de declamação de poesia, característica de nomes como os veteranos The Last Poets. A produção é discreta, delicada, com um leve toque de R&B, deixando espaço suficiente para Amanda mostrar sua habilidade e disposição - o que não tem nada a ver com a dança do Créu.
Em Supa Woman, ela usa um quê ragga para homenagear as mulheres batalhadoras; na já citada 40 MC's, uma das melhores faixas não só do álbum, mas do ano, ela usa o bom humor para criticar a saturação do mercado do rap, além de dar leves tapas na sociedade em geral e traçar um rápido panorama do gueto, tudo sobre um sample de piano irresistível:
"Esta rima é um pouco mais profunda, sobre os 40 emceesque são vistos em cada esquina da cidade de Nova Iorqueeles dizem que rimam pelo amor e pela famatratando nossa cultura como se fosse um jogo(...)Existiam 40 emcees no meu bairro, três tiveram filhosum foi preso, o outro foi baleado"
Continuando a saga em descrever o gueto, Windows Over Harlem é uma viagem ao Harlem pelos olhos de Amanda, que ora canta, ora rima, sobre um beat tranqüilo, meio soul, meio R&B, mesma atmosfera encontrada em Brown Girl, na qual ela fala diretamente para as meninas negras. Para finalizar, I Know(Better World) é a faixa mais "rap" do disco, um beat acelerado e pesado mesclado a samples discretos, enquanto Crazy World é uma espécie de freestyle, com alguém fazendo o beat a base de batucadas, uma forma de bem original de fechar o disco.
Definitivamente, Amanda Diva mostra ter lugar na nata não só do rap, como da música em geral, graças à versatilidade e capacidade tanto de rimar, quanto cantar. Vale dizer que ela rima e canta em todas as músicas do álbum. Além disso, possui boas rimas e preocupação em falar de coisas importantes. Olho na menina.
Amanda Diva - Life Experience
1. Life Experience Intro
2. Bright Lights
3. Supa-Woman
4. 40 MC’s
5. Windows Over Harlem
6. Brown Gir
l7. New School Old School Interlude
8. I Know (Better World)
9. Life To Love Outro
10. Crazy World (Bonus Track)
Baixe aqui: http://rapidshare.com/files/128763642/Amanda_Diva.rar
Fonte: http://boombap-rap.blogspot.com/
Postado ao som de * Nas - 2nd Childhodd





