
O ano de 2008 está dedicado à celebração do teatro em Porto Alegre. O mais reconhecido evento da cidade, o Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena, comemora em setembro seus 15 anos de existência em uma edição especial de 28 dias com grandes atrações internacionais e brasileiras de teatro, dança e música. Consolidado como um dos maiores festivais da América Latina, o Porto Alegre Em Cena já trouxe aos palcos do Rio Grande do Sul grandes nomes do mundo das artes como Ariane Mnouchkine, Peter Brook, Eimuntas Nekrosius, Ushio Amagatsu, Norma Aleandro, Goran Bregovic, Zé Celso Martinez Corrêa e Philip Glass, entre outros.
Para a 15ª edição, o festival prestará homenagens a outros parceiros locais que também comemoram datas representativas em 2008, como o projeto 150 anos em 15, onde o festival louvará os 150 anos da fundação do Theatro São Pedro, o mais charmoso e importante teatro do Rio Grande do Sul. Uma programação especial está confirmada para este segmento do Em Cena, com apresentações já confirmadas do espetáculo Fausto, da Lituânia, além de um seminário chamado Teatro Brasileiro - a dor e a delícia de ser o que é, título extraído de uma famosa canção de Caetano Veloso, que contará com a participação de diversos criadores do país e curadoria do premiado diretor e jornalista Luiz Paulo Vasconcellos. O tema do encontro será a atual produção do teatro brasileiro e seu objetivo é promover o diálogo de culturas, linguagens e propostas em torno das produções contemporâneas feitas no Brasil. Outro aniversariante é a Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz, que completa 30 anos de criação artística ininterrupta. As atividades comemorativas prevêem uma mostra dos principais trabalhos do grupo, vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo do 2º Prêmio Braskem Em Cena (2007).
Em maio será lançado o álbum retrospectivo sobre a história do festival e as grandes personalidades que fizeram parte desses 15 anos. Na ocasião, será divulgada a grade completa com as atrações da próxima edição do festival. O álbum é recheado de impressionantes fotos e verbetes especiais, contando a história dos músicos, atores, atrizes, grupos, coreógrafos, diretores e espetáculos, além de um apêndice com todas as edições do festival. Nomes como Paulo Autran, Celso Frateschi, Linneu Dias, Antônio Nóbrega, China Zorrilla, Juliana Carneiro da Cunha, Leona Cavalli, Antunes Filho, Peter Brook e Felipe Hirsch estão no rol das personalidades catalogadas. Os três mil exemplares da publicação serão distribuídos gratuitamente para escolas de teatro, companhias teatrais, Secretarias de Cultura e bibliotecas. Na festa de lançamento, em maio, o Porto Alegre Em Cena terá a honra de apresentar show com Susana Rinaldi, a maior cantora de tangos da Argentina, que se apresentará pela primeira vez no Brasil, acompanhada de seu mundialmente aplaudido sexteto.
Esta será a maior de todas as edições da história do festival, com 28 ininterruptos dias de duração. O evento se inicia no dia 2 de setembro com a americana Laurie Anderson, performer e compositora que mistura em seus espetáculos música, artes plásticas e efeitos de alta tecnologia. A artista trará a Porto Alegre o show de seu novo disco, Homeland. A grande festa do teatro se encerra dia 28 de setembro, com os pernambucanos da Spokfrevo Orquestra, apresentação ao ar livre, aberta ao público, lembrando os ritmos populares do Norte e Nordeste do Brasil, num espetáculo para dançar e deixar saudades no público gaúcho. Definitivamente inesquecível, a edição comemorativa dos quinze anos do “Porto Alegre Em Cena” marcará o calendário cultural da capital gaúcha com um evento de importância e qualidade artística contagiantes.
Em maio será lançado o álbum retrospectivo sobre a história do festival e as grandes personalidades que fizeram parte desses 15 anos. Na ocasião, será divulgada a grade completa com as atrações da próxima edição do festival. O álbum é recheado de impressionantes fotos e verbetes especiais, contando a história dos músicos, atores, atrizes, grupos, coreógrafos, diretores e espetáculos, além de um apêndice com todas as edições do festival. Nomes como Paulo Autran, Celso Frateschi, Linneu Dias, Antônio Nóbrega, China Zorrilla, Juliana Carneiro da Cunha, Leona Cavalli, Antunes Filho, Peter Brook e Felipe Hirsch estão no rol das personalidades catalogadas. Os três mil exemplares da publicação serão distribuídos gratuitamente para escolas de teatro, companhias teatrais, Secretarias de Cultura e bibliotecas. Na festa de lançamento, em maio, o Porto Alegre Em Cena terá a honra de apresentar show com Susana Rinaldi, a maior cantora de tangos da Argentina, que se apresentará pela primeira vez no Brasil, acompanhada de seu mundialmente aplaudido sexteto.
Esta será a maior de todas as edições da história do festival, com 28 ininterruptos dias de duração. O evento se inicia no dia 2 de setembro com a americana Laurie Anderson, performer e compositora que mistura em seus espetáculos música, artes plásticas e efeitos de alta tecnologia. A artista trará a Porto Alegre o show de seu novo disco, Homeland. A grande festa do teatro se encerra dia 28 de setembro, com os pernambucanos da Spokfrevo Orquestra, apresentação ao ar livre, aberta ao público, lembrando os ritmos populares do Norte e Nordeste do Brasil, num espetáculo para dançar e deixar saudades no público gaúcho. Definitivamente inesquecível, a edição comemorativa dos quinze anos do “Porto Alegre Em Cena” marcará o calendário cultural da capital gaúcha com um evento de importância e qualidade artística contagiantes.
Espetáculo de abertura da programação – dia 20 de maio
SUSANA RINALDI Y SU SEXTETO - ARGENTINA
A mais importante voz internacional do tango argentino se apresenta pela primeira vez no Brasil, no palco do Theatro São Pedro no lançamento da programação do 15º Porto Alegre Em Cena. Susana Natividad Rinaldi, mais conhecida pelos argentinos como “La Tana” é a maior cantora de tangos de seu país. Quando iniciou sua carreira na metade da década de 1960, Susana ganhou destaque por ser uma das primeiras mulheres a cantar tangos, estilo que até então era território masculino de figuras como Jose Maria Contursi, Enrique Santos Discépolo, Homero Manzi e Catulo Castillo. Isso lhe deu uma enorme reputação entre uma nova audiência composta principalmente por jovens universitários. Com um novo estilo, uma voz delicada e um dizer extremamente sutil, Susana ficou de fora de temas machistas e grosserias passionais para ampliar o repertório, com canções que misturavam romantismo, poesia e protesto. Figura solitária, lutou e venceu a batalha de ser uma artista popular, dependendo somente de suas próprias forças.
ESPETÁCULOS:
A GAIVOTA (ALGUNS RASCUNHOS) – PARAÍBA
Para comemorar os 30 anos de estrada, o grupo de teatro Piolin, da Paraíba, criou uma inovadora montagem de A Gaivota, de Tchekhov. O espetáculo, baseado na obra do escritor russo, foi idealizado por Haroldo Rego, que optou por comemorar o aniversário do grupo com um clássico da dramaturgia, contrariando a tendência das companhias nordestinas de buscar constantemente conteúdos regionais. Em completa sintonia com o texto original, Rego faz uma releitura aguçada e usa estética inovadora, sem descaracterizar a linguagem densa da obra. Rica em poesia, A Gaivota (alguns rascunhos) é encenada com paixão por experientes atores e esteve com sucesso nos palcos do Rio de Janeiro e na II Mostra Latino-Americana de Teatro.
Para comemorar os 30 anos de estrada, o grupo de teatro Piolin, da Paraíba, criou uma inovadora montagem de A Gaivota, de Tchekhov. O espetáculo, baseado na obra do escritor russo, foi idealizado por Haroldo Rego, que optou por comemorar o aniversário do grupo com um clássico da dramaturgia, contrariando a tendência das companhias nordestinas de buscar constantemente conteúdos regionais. Em completa sintonia com o texto original, Rego faz uma releitura aguçada e usa estética inovadora, sem descaracterizar a linguagem densa da obra. Rica em poesia, A Gaivota (alguns rascunhos) é encenada com paixão por experientes atores e esteve com sucesso nos palcos do Rio de Janeiro e na II Mostra Latino-Americana de Teatro.
A GÊNESE ORDINÁRIA – MINAS GERAIS
O mineiro Antônio Mello é responsável pela concepção, direção, atuação e adaptação do espetáculo A Gênese Ordinária. O universo religioso está presente nesta montagem, que fecha a trilogia denominada O Homem sem Deus, da qual fazem parte os espetáculos Missa das Dez, de Adélia Prado e Carmem!, livre adaptação da obra de Bizet. Adepto do teatro físico proposto por Gerzy Grotowski, aliado à técnicas de butoh japonês, Mello foca a direção nas potencialidades do ator. No palco quase “nu” se descortina essa nova “missa”, aos olhos atônitos do espectador. Por seu caráter investigativo e por ter como base os pensamentos de Carl Gustav Jung e Sigmund Freud, pensadores que revolucionaram a maneira de abordar a alma e a psique humana, esta gênese (extra) ordinária será uma ocasião para deixar-se tomar pelo encanto de uma manifestação teatral em seu estado bruto, transposta para o palco de forma absolutamente devastadora, arrebatadora e surpreendente.Antônio Mello dirigiu outras montagens importantes como O Primo Basílio, de Eça de Queirós e Salomé, de Oscar Wilde. Interpretou o Duque de Buckingham em Ricardo III, de Shakespeare
O mineiro Antônio Mello é responsável pela concepção, direção, atuação e adaptação do espetáculo A Gênese Ordinária. O universo religioso está presente nesta montagem, que fecha a trilogia denominada O Homem sem Deus, da qual fazem parte os espetáculos Missa das Dez, de Adélia Prado e Carmem!, livre adaptação da obra de Bizet. Adepto do teatro físico proposto por Gerzy Grotowski, aliado à técnicas de butoh japonês, Mello foca a direção nas potencialidades do ator. No palco quase “nu” se descortina essa nova “missa”, aos olhos atônitos do espectador. Por seu caráter investigativo e por ter como base os pensamentos de Carl Gustav Jung e Sigmund Freud, pensadores que revolucionaram a maneira de abordar a alma e a psique humana, esta gênese (extra) ordinária será uma ocasião para deixar-se tomar pelo encanto de uma manifestação teatral em seu estado bruto, transposta para o palco de forma absolutamente devastadora, arrebatadora e surpreendente.Antônio Mello dirigiu outras montagens importantes como O Primo Basílio, de Eça de Queirós e Salomé, de Oscar Wilde. Interpretou o Duque de Buckingham em Ricardo III, de Shakespeare
CONCEIÇÃO - PERNAMBUCO
O novo espetáculo dos pernambucanos do Grupo Experimental, Conceição, é o resultado de um processo profundo de pesquisa na festa do Morro da Conceição, no Recife, que trouxe à tona a seguinte questão: o que move as pessoas que participam daquela celebração? Porém a dramaturgia de Conceição emergiu naturalmente mais do sentimento e das sensações que movem estas pessoas e ressoam nos seus corpos do que de qualquer imagem icônica que caracterize a famosa festa. Dos movimentos que brotam deste sentir coletivo e plural de um universo tão misturado é que nasceu a Conceição escrita em dança pelo Grupo Experimental.
O novo espetáculo dos pernambucanos do Grupo Experimental, Conceição, é o resultado de um processo profundo de pesquisa na festa do Morro da Conceição, no Recife, que trouxe à tona a seguinte questão: o que move as pessoas que participam daquela celebração? Porém a dramaturgia de Conceição emergiu naturalmente mais do sentimento e das sensações que movem estas pessoas e ressoam nos seus corpos do que de qualquer imagem icônica que caracterize a famosa festa. Dos movimentos que brotam deste sentir coletivo e plural de um universo tão misturado é que nasceu a Conceição escrita em dança pelo Grupo Experimental.
DON JUAN DE MOLIÈRE – SÃO PAULO Antigo parceiro do festival, o Ágora Teatro não poderia estar de fora dessa edição comemorativa. O espetáculo é uma adaptação realizada por Celso Frateschi do texto de Molière (1622-1673). Trata-se de uma comédia dirigida por Roberto Lage, onde as conquistas amorosas de um sedutor amoral interpretado por Jairo Mattos revelam um profundo estudo sobre a hipocrisia. O vício da moda que se transforma em virtude. De acordo com os realizadores, o espetáculo Don Juan de Molière, propõe o desejo como motor vital e o riso revelador de nossas vicissitudes, como estratégia do prazer estético, aguçado pelo cuidado artístico dos figurinos de Sylvia Moreira e Geraldo Lima. As roupas recebem aplicação de tecidos ilustrados com figuras sexuais, todas criadas especialmente para a peça pela artista gaúcha Ângela Alegria.
ENTRE NÓS - PERNAMBUCO
Entre Nós, montagem da Cia. Vias da Dança, com coreografia de Ivaldo Mendonça, traz a história de todos os amores. O princípio, o meio e o fim. Vida e morte da emoção entre um casal, um retrato de encontros e desencontros que são dor e alegria. Há nessa coreografia um conjunto tão coeso de emoções e movimentos que mais parece “música do corpo”. Desde o primeiro silêncio, como desde o primeiro olhar, o espetáculo é uma ode ao amor, um poema espacial em que a poesia do corpo, embalada pela música de Maria Bethânia, desenvolve uma narrativa que resume toda a história de sua paixão, desde o encontro passando por desencontros e despedidas até um possível reencontro final. A companhia pernambucana foi muito elogiada em recente apresentação no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado em Recife.
Entre Nós, montagem da Cia. Vias da Dança, com coreografia de Ivaldo Mendonça, traz a história de todos os amores. O princípio, o meio e o fim. Vida e morte da emoção entre um casal, um retrato de encontros e desencontros que são dor e alegria. Há nessa coreografia um conjunto tão coeso de emoções e movimentos que mais parece “música do corpo”. Desde o primeiro silêncio, como desde o primeiro olhar, o espetáculo é uma ode ao amor, um poema espacial em que a poesia do corpo, embalada pela música de Maria Bethânia, desenvolve uma narrativa que resume toda a história de sua paixão, desde o encontro passando por desencontros e despedidas até um possível reencontro final. A companhia pernambucana foi muito elogiada em recente apresentação no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos, realizado em Recife.
FAUSTO - LITUÂNIA
O lituano Eimuntas Nekrosius já é bastante conhecido do público de Porto Alegre, onde esteve por outras duas vezes na grade do Porto Alegre em Cena. Agora, retorna ao Brasil com mais um clássico ocidental, Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe. O diretor descreve sua montagem como o último estágio de uma trilogia não planejada, onde empregou todo um inventário estético e lingüístico de sua arte. Em cena, deixou apenas a essência, descartando diversas cenas e personagens. Concentrou a direção na atuação de seus extraordinários atores e seu método visual, que muitas vezes substitui uma palavra ou um gesto. Encantado com o material utópico de Fausto e focado em seu problema central, o que Nekrosius revela ao público é a impossibilidade de parar o tempo. Na performance, dividida entre escuridão e luz e enfatizada pela contínua trilha sonora, que mistura melodias do americano Samuel Barber e do lituano Faustas Latenas, está uma cidade fantasma construída de casas apresentadas por baixas torres de ferro. O espetáculo surge grandioso, apoiado na magnífica atuação de Vladas Bagdonas. Imperdível!
O lituano Eimuntas Nekrosius já é bastante conhecido do público de Porto Alegre, onde esteve por outras duas vezes na grade do Porto Alegre em Cena. Agora, retorna ao Brasil com mais um clássico ocidental, Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe. O diretor descreve sua montagem como o último estágio de uma trilogia não planejada, onde empregou todo um inventário estético e lingüístico de sua arte. Em cena, deixou apenas a essência, descartando diversas cenas e personagens. Concentrou a direção na atuação de seus extraordinários atores e seu método visual, que muitas vezes substitui uma palavra ou um gesto. Encantado com o material utópico de Fausto e focado em seu problema central, o que Nekrosius revela ao público é a impossibilidade de parar o tempo. Na performance, dividida entre escuridão e luz e enfatizada pela contínua trilha sonora, que mistura melodias do americano Samuel Barber e do lituano Faustas Latenas, está uma cidade fantasma construída de casas apresentadas por baixas torres de ferro. O espetáculo surge grandioso, apoiado na magnífica atuação de Vladas Bagdonas. Imperdível!
FRIDA – RIO DE JANEIRO
A vida da mais importante pintora mexicana será retratada nos palcos do 15º Porto Alegre Em Cena nesta edição comemorativa, reunindo dois grandes nomes do teatro em uma homenagem ao centenário de seu nascimento: Caco Ciocler e Rosamaria Murtinho. O espetáculo Frida se apresenta em pequenos fragmentos que permitem desvendar o mistério de Frida Kahlo: suas cenas revelam a ousadia ímpar, a intensidade de seus afetos e seu persistente sofrimento físico. Para viver a apaixonante Frida, Rosamaria Murtinho foi escalada para o papel, com sua vasta experiência em representar grandes mulheres, como Chiquinha Gonzaga e Isaurinha Garcia. Para mergulhar no universo da mexicana, o diretor e a atriz foram até a Cidade do México onde visitaram todos os lugares importantes da vida de Frida e gravaram um vídeo que é projetado em cena. Um grande elenco e três músicos acompanham Rosamaria, em cenários e figurinos ilustrados com as pinturas tridimensionais da artista.
A vida da mais importante pintora mexicana será retratada nos palcos do 15º Porto Alegre Em Cena nesta edição comemorativa, reunindo dois grandes nomes do teatro em uma homenagem ao centenário de seu nascimento: Caco Ciocler e Rosamaria Murtinho. O espetáculo Frida se apresenta em pequenos fragmentos que permitem desvendar o mistério de Frida Kahlo: suas cenas revelam a ousadia ímpar, a intensidade de seus afetos e seu persistente sofrimento físico. Para viver a apaixonante Frida, Rosamaria Murtinho foi escalada para o papel, com sua vasta experiência em representar grandes mulheres, como Chiquinha Gonzaga e Isaurinha Garcia. Para mergulhar no universo da mexicana, o diretor e a atriz foram até a Cidade do México onde visitaram todos os lugares importantes da vida de Frida e gravaram um vídeo que é projetado em cena. Um grande elenco e três músicos acompanham Rosamaria, em cenários e figurinos ilustrados com as pinturas tridimensionais da artista.
GRUPO ESPANCA! – MINAS GERAIS
A jovem companhia mineira comandada pela diretora e dramaturga Grace Passô, virá a Porto Alegre com Por Elise e Amores Surdos. Por Elise, o primeiro trabalho do Espanca!´, estreou em 2005 e é uma fábula sobre o comportamento do homem contemporâneo, com texto e direção de Grace. Amores Surdos estreou em 2006 e tem direção de Rita Clemente e dramaturgia de Grace Passô. Seguindo a temática do espetáculo de estréia, Amores Surdos apresenta personagens de uma mesma família que não se ouvem, não se enxergam, não se percebem, construindo uma metáfora da passagem para a vida adulta e a perda da inocência. Será uma boa oportunidade de conferir produções recentes de jovens criadores.
A jovem companhia mineira comandada pela diretora e dramaturga Grace Passô, virá a Porto Alegre com Por Elise e Amores Surdos. Por Elise, o primeiro trabalho do Espanca!´, estreou em 2005 e é uma fábula sobre o comportamento do homem contemporâneo, com texto e direção de Grace. Amores Surdos estreou em 2006 e tem direção de Rita Clemente e dramaturgia de Grace Passô. Seguindo a temática do espetáculo de estréia, Amores Surdos apresenta personagens de uma mesma família que não se ouvem, não se enxergam, não se percebem, construindo uma metáfora da passagem para a vida adulta e a perda da inocência. Será uma boa oportunidade de conferir produções recentes de jovens criadores.
I LOVE CLINT EASTWOOD - URUGUAI
Renomados artistas uruguaios participam desta montagem, uma das boas surpresas do teatro uruguaio, sempre presente entre as atrações do Porto Alegre em Cena. Tabaré Rivero e Leandro Núñez são dirigidos por Alfredo Goldstein, na obra escrita por Miguel Morillo. Se pode viver uma vida sem amigos, sem uma boa televisão, sem um carro estacionado na porta de casa, ou até mesmo sem amor, mas não se pode viver uma vida sem esperança. A esperança que tudo mude e que se possa um dia ter amigos, televisão, carro e amores. A incerteza, ainda que opressora, é o sal da vida. I love Clint Eastwood é um canto para a incerteza, para a esperança e a vida, lindamente encenado por esse time de primeira linha.
Renomados artistas uruguaios participam desta montagem, uma das boas surpresas do teatro uruguaio, sempre presente entre as atrações do Porto Alegre em Cena. Tabaré Rivero e Leandro Núñez são dirigidos por Alfredo Goldstein, na obra escrita por Miguel Morillo. Se pode viver uma vida sem amigos, sem uma boa televisão, sem um carro estacionado na porta de casa, ou até mesmo sem amor, mas não se pode viver uma vida sem esperança. A esperança que tudo mude e que se possa um dia ter amigos, televisão, carro e amores. A incerteza, ainda que opressora, é o sal da vida. I love Clint Eastwood é um canto para a incerteza, para a esperança e a vida, lindamente encenado por esse time de primeira linha.
IMPERADOR E GALILEU – SÃO PAULO
Com montagem inédita no Brasil , a Cia de Arte Degenerada se apresenta nos palcos do Porto Alegre Em Cena com Imperador e Galileu, um texto de Henrik Ibsen – pai da dramaturgia contemporânea – datado de 1873. Dirigido por Sérgio Ferrara, o texto do norueguês fala sobre a vida do Imperador Juliano, que tentou destruir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos. No elenco, Caco Ciocler como Imperador Juliano.
Com montagem inédita no Brasil , a Cia de Arte Degenerada se apresenta nos palcos do Porto Alegre Em Cena com Imperador e Galileu, um texto de Henrik Ibsen – pai da dramaturgia contemporânea – datado de 1873. Dirigido por Sérgio Ferrara, o texto do norueguês fala sobre a vida do Imperador Juliano, que tentou destruir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos. No elenco, Caco Ciocler como Imperador Juliano.
HOMELAND - LAURIE ANDERSON - EUA
Laurie Anderson é hoje das maiores artistas performáticas norte-americanas. Conhecida principalmente por suas apresentações multimídia, desempenha diversos papéis artísticos como os de artista plástica, compositora, poeta, fotógrafa, cineasta, vocalista e instrumentista. Tornou-se popular em 1980, quando chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas e norte-americanas com O Superman, mas sua carreira iniciou no final dos anos 1960. Reconhecida internacionalmente como uma inovadora líder no uso da tecnologia como ferramenta artística, inventou diversos dispositivos que usa em suas gravações e shows. Em 1977, criou um “violino arco de fita”, e no final dos anos 1990 desenvolveu o “talking stick”, um bastão com quase dois metros de altura com um controlador de MIDI que grava e reproduz sons diferentes. No Brasil, fez parceria com Marisa Monte declarando o poema Meanwhile na música Enquanto Isso do disco Verde anil amarelo cor de rosa e carvão. No Porto Alegre Em Cena, Laurie virá com o show de seu novo disco, Homeland.
Laurie Anderson é hoje das maiores artistas performáticas norte-americanas. Conhecida principalmente por suas apresentações multimídia, desempenha diversos papéis artísticos como os de artista plástica, compositora, poeta, fotógrafa, cineasta, vocalista e instrumentista. Tornou-se popular em 1980, quando chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas e norte-americanas com O Superman, mas sua carreira iniciou no final dos anos 1960. Reconhecida internacionalmente como uma inovadora líder no uso da tecnologia como ferramenta artística, inventou diversos dispositivos que usa em suas gravações e shows. Em 1977, criou um “violino arco de fita”, e no final dos anos 1990 desenvolveu o “talking stick”, um bastão com quase dois metros de altura com um controlador de MIDI que grava e reproduz sons diferentes. No Brasil, fez parceria com Marisa Monte declarando o poema Meanwhile na música Enquanto Isso do disco Verde anil amarelo cor de rosa e carvão. No Porto Alegre Em Cena, Laurie virá com o show de seu novo disco, Homeland.
O GRANDE INQUISIDOR - FRANÇA
Dois nomes de peso em uma belíssima montagem: O grande inquisidor, trecho retirado do texto Os irmãos Karamazov de Dostoievski, com direção de Peter Brook. O resultado dessa união atinge uma clareza e uma urgência que faz com que a trama se pareça definitivamente contemporânea. Passada na Espanha do século XV, ela supõe o que ocorreria se o grande inquisidor tivesse a oportunidade de conhecer Cristo. O inquisidor, interpretado por Bruce Myers – que também é o narrador – está num espaço próximo ao vazio. O segredo, como normalmente ocorre com Brook, é a simplicidade, onde a estética dominante na peça é de que menos é mais. A performance é realizada por Myers com desenvoltura. Uma figura impressionante, com sua face cinzenta, ele corre o percurso emocional desde a acusação enraivecida a análise forense das próprias palavras de Cristo. Mais uma chance de deleitar-se com uma excepcional montagem de Peter Brook.
Dois nomes de peso em uma belíssima montagem: O grande inquisidor, trecho retirado do texto Os irmãos Karamazov de Dostoievski, com direção de Peter Brook. O resultado dessa união atinge uma clareza e uma urgência que faz com que a trama se pareça definitivamente contemporânea. Passada na Espanha do século XV, ela supõe o que ocorreria se o grande inquisidor tivesse a oportunidade de conhecer Cristo. O inquisidor, interpretado por Bruce Myers – que também é o narrador – está num espaço próximo ao vazio. O segredo, como normalmente ocorre com Brook, é a simplicidade, onde a estética dominante na peça é de que menos é mais. A performance é realizada por Myers com desenvoltura. Uma figura impressionante, com sua face cinzenta, ele corre o percurso emocional desde a acusação enraivecida a análise forense das próprias palavras de Cristo. Mais uma chance de deleitar-se com uma excepcional montagem de Peter Brook.
O PUPILO QUER SER TUTOR – SANTA CATARINA
O pupilo quer ser tutor é uma reflexão sobre o poder, escrita pelo polêmico dramaturgo austríaco Peter Handke, também autor do roteiro do belíssimo filme Asas do Desejo, de Wim Wenders. O premiado diretor paulista Francisco Medeiros assina a direção desta peça, destaque no Riocenacontemporânea de 2007, no 1º Festival Nacional de Teatro da Bahia e no 10º Festival Recife do Teatro Nacional. A ação se passa em uma paisagem desolada e com apenas dois personagens em cena – Nazareno Pereira (o tutor) e Leon de Paula (o pupilo). Nesse cenário inóspito, a iluminação de Domingos Quintiliano, e a trilha sonora de Aline Meyer fazem toda a diferença. Sons, barulhos, luzes, música, a movimentação dos atores no palco e a manipulação dos objetos em cena - todos esses elementos traduzem e revelam as relações de poder em fragmentos de vida retirados do cotidiano. Francisco Medeiros recebeu Prêmio Mambembe por Risco e Paixão, de Fauzi Arap, e Prêmio Molière por Artaud, o espírito do teatro, de José Rubens Siqueira. O iluminador Domingos Quintiliano acumula em seu currículo diversos prêmios, entre eles Prêmio Shell, Prêmio Sharp de Teatro, Prêmio APCA e Prêmio Molière, além de passagens pelo Centro de Pesquisa Teatral do diretor Antunes Filho. Aline Meyer trabalhou com Gianni Ratto, Marcos Caruso, Bibi Ferreira, Sérgio Mamberti e Fauzi Arap. Compôs a trilha especialmente para este espetáculo, uma montagem da Cia Teatro Sim... Por Que Não, de Santa Catarina.
O pupilo quer ser tutor é uma reflexão sobre o poder, escrita pelo polêmico dramaturgo austríaco Peter Handke, também autor do roteiro do belíssimo filme Asas do Desejo, de Wim Wenders. O premiado diretor paulista Francisco Medeiros assina a direção desta peça, destaque no Riocenacontemporânea de 2007, no 1º Festival Nacional de Teatro da Bahia e no 10º Festival Recife do Teatro Nacional. A ação se passa em uma paisagem desolada e com apenas dois personagens em cena – Nazareno Pereira (o tutor) e Leon de Paula (o pupilo). Nesse cenário inóspito, a iluminação de Domingos Quintiliano, e a trilha sonora de Aline Meyer fazem toda a diferença. Sons, barulhos, luzes, música, a movimentação dos atores no palco e a manipulação dos objetos em cena - todos esses elementos traduzem e revelam as relações de poder em fragmentos de vida retirados do cotidiano. Francisco Medeiros recebeu Prêmio Mambembe por Risco e Paixão, de Fauzi Arap, e Prêmio Molière por Artaud, o espírito do teatro, de José Rubens Siqueira. O iluminador Domingos Quintiliano acumula em seu currículo diversos prêmios, entre eles Prêmio Shell, Prêmio Sharp de Teatro, Prêmio APCA e Prêmio Molière, além de passagens pelo Centro de Pesquisa Teatral do diretor Antunes Filho. Aline Meyer trabalhou com Gianni Ratto, Marcos Caruso, Bibi Ferreira, Sérgio Mamberti e Fauzi Arap. Compôs a trilha especialmente para este espetáculo, uma montagem da Cia Teatro Sim... Por Que Não, de Santa Catarina.
O REI DA CULTURA - PÉRICLES CAVALCANTI – SÃO PAULO
A música está sempre presente na programação do Porto Alegre em Cena, que traz, invariavelmente, boas surpresas. Uma delas, já confirmadas para esta 15º edição do festival, é Péricles Cavalcanti, um dos compositores preferidos de Adriana Calcanhotto. O músico apresenta o repertório do novo CD, que inclui a faixa-título, Porto Alegre, quem parte quem fica e O galope do guitarrista apaixonado, todas compostas por ele. No show, não vão faltar as músicas mais conhecidas, como Elegia, parceria com Augusto de Campos, Negro amor, versão de Péricles e Caetano Veloso para o clássico de Bob Dylan It’s all over now, baby blue e Nossa Bagdá, canção feita sobre os atuais conflitos no Iraque. Tudo isso e muito mais com o acompanhamento de Lincoln Antônio (teclados, sanfona e vocal), Guilherme Held (guitarra, violão e baixo), Atílio Marsiglia (violino, gaita e vocais), Guilherme Calzavara (bateria e trompete) e Leo Cavalcanti (percussão, violão e vocais), ou seja, um time e tanto!
A música está sempre presente na programação do Porto Alegre em Cena, que traz, invariavelmente, boas surpresas. Uma delas, já confirmadas para esta 15º edição do festival, é Péricles Cavalcanti, um dos compositores preferidos de Adriana Calcanhotto. O músico apresenta o repertório do novo CD, que inclui a faixa-título, Porto Alegre, quem parte quem fica e O galope do guitarrista apaixonado, todas compostas por ele. No show, não vão faltar as músicas mais conhecidas, como Elegia, parceria com Augusto de Campos, Negro amor, versão de Péricles e Caetano Veloso para o clássico de Bob Dylan It’s all over now, baby blue e Nossa Bagdá, canção feita sobre os atuais conflitos no Iraque. Tudo isso e muito mais com o acompanhamento de Lincoln Antônio (teclados, sanfona e vocal), Guilherme Held (guitarra, violão e baixo), Atílio Marsiglia (violino, gaita e vocais), Guilherme Calzavara (bateria e trompete) e Leo Cavalcanti (percussão, violão e vocais), ou seja, um time e tanto!
PROJETO HOMENS AO MAR – SÃO PAULO
Trilogia da Companhia Triptal. O projeto Homens ao Mar, contempla a tradução e montagem de textos escritos entre 1914 e 1917 por Eugene O"Neill (1888-1953). A tetralogia da Companhia Triptal foi extremamente elogiada pela crítica especializada e indicada a diversos Prêmios Shell. O projeto agrega artistas que têm em comum o desejo encenar os textos escritos por Eugene O"Neill em seu período de formação: Rumo a Cardiff, Zona de Guerra e Longa Viagem de Volta pra Casa.
Trilogia da Companhia Triptal. O projeto Homens ao Mar, contempla a tradução e montagem de textos escritos entre 1914 e 1917 por Eugene O"Neill (1888-1953). A tetralogia da Companhia Triptal foi extremamente elogiada pela crítica especializada e indicada a diversos Prêmios Shell. O projeto agrega artistas que têm em comum o desejo encenar os textos escritos por Eugene O"Neill em seu período de formação: Rumo a Cardiff, Zona de Guerra e Longa Viagem de Volta pra Casa.
SEPÉ TIARAJU – SÃO PAULO
A estréia do novo espetáculo dirigido por César Vieira, Sepé Tiaraju, um dos maiores nomes da mitologia gaúcha, está na grade do 15º Porto Alegre Em Cena. Essa estréia nacional é uma homenagem do Teatro Popular União e Olho Vivo, de São Paulo, ao Rio Grande do Sul. O grupo – o mais importante de teatro de rua do Brasil, comemora em 2008 40 anos de existência – esteve na 14º edição, com o espetáculo Barbosinha Futebó Crube e se apresentou em diversas regiões da Descentralização com performances gratuitas para comunidade.
A estréia do novo espetáculo dirigido por César Vieira, Sepé Tiaraju, um dos maiores nomes da mitologia gaúcha, está na grade do 15º Porto Alegre Em Cena. Essa estréia nacional é uma homenagem do Teatro Popular União e Olho Vivo, de São Paulo, ao Rio Grande do Sul. O grupo – o mais importante de teatro de rua do Brasil, comemora em 2008 40 anos de existência – esteve na 14º edição, com o espetáculo Barbosinha Futebó Crube e se apresentou em diversas regiões da Descentralização com performances gratuitas para comunidade.
SIZWE BANZI ESTÁ MORTO - FRANÇA
O diretor inglês Peter Brook já é personagem freqüente na lista de grandes nomes do Porto Alegre Em Cena. Aos 82 anos, com uma lista praticamente incontável de espetáculos, óperas e filmes, Brook presenteia o festival com duas atrações: Sizwe Banzi está morto e O grande inquisidor. Sizwe Banzi está morto é a segunda de três peças escritas pelo sul-africano Athol Fugard – que na 14º esteve representado por China Zorilla em El camino a la Meca. Essa trilogia foi inspirada em espetáculos Township (1958 – 1973), que baseavam-se em acontecimentos da vida diária da comunidade negra urbana da África do Sul, construídas na periferia das grandes cidades na época do Apartheid. O espetáculo revela o papel do teatro em uma situação de repressão política, focando-se em temas conectados com identidade, humanidade, verdade e sobrevivência. Sizwe Banzi é parte da imensa tropa de pobres rejeitados. Sem ter os documentos que o permitiriam trabalhar na cidade grande, é forçado a adotar a identidade de um homem morto. Ele assim amputa sua personalidade que, daquele momento em diante, terá que compartilhar com um fantasma. O teatro dos Townships revela acima de tudo uma necessidade: desfeita em palavras e risos, as humilhações e opressões contra os “negros” pelos “brancos”. Nascido nas ruas, essa forma teatral imediata reapropria-se da vida por contar, com feroz humor, as dolorosas desventuras que temperam a vida diária. É um cruel senso de humor que faz a revolta mais forte e ainda mais bela. Um texto que ressoa mais do que nunca nos dias de hoje.
O diretor inglês Peter Brook já é personagem freqüente na lista de grandes nomes do Porto Alegre Em Cena. Aos 82 anos, com uma lista praticamente incontável de espetáculos, óperas e filmes, Brook presenteia o festival com duas atrações: Sizwe Banzi está morto e O grande inquisidor. Sizwe Banzi está morto é a segunda de três peças escritas pelo sul-africano Athol Fugard – que na 14º esteve representado por China Zorilla em El camino a la Meca. Essa trilogia foi inspirada em espetáculos Township (1958 – 1973), que baseavam-se em acontecimentos da vida diária da comunidade negra urbana da África do Sul, construídas na periferia das grandes cidades na época do Apartheid. O espetáculo revela o papel do teatro em uma situação de repressão política, focando-se em temas conectados com identidade, humanidade, verdade e sobrevivência. Sizwe Banzi é parte da imensa tropa de pobres rejeitados. Sem ter os documentos que o permitiriam trabalhar na cidade grande, é forçado a adotar a identidade de um homem morto. Ele assim amputa sua personalidade que, daquele momento em diante, terá que compartilhar com um fantasma. O teatro dos Townships revela acima de tudo uma necessidade: desfeita em palavras e risos, as humilhações e opressões contra os “negros” pelos “brancos”. Nascido nas ruas, essa forma teatral imediata reapropria-se da vida por contar, com feroz humor, as dolorosas desventuras que temperam a vida diária. É um cruel senso de humor que faz a revolta mais forte e ainda mais bela. Um texto que ressoa mais do que nunca nos dias de hoje.
SPOKFREVO ORQUESTRA - PERNAMBUCO
A idéia original era acompanhar músicos do calibre de Antônio Carlos Nóbrega e Chico Science & Nação Zumbi, mas a SpokFrevo Orquestra foi muito além e, com muita qualidade e a direção do carismático Inaldo Cavalcanti de Albuquerque, o Maestro Spok, hoje é um dos maiores grupos brasileiros. São 18 jovens e talentosos músicos que tem a tarefa de dar ao frevo um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias arrojadas. Os músicos abusam da liberdade de expressão em improvisos com uma clara influência do jazz. “O frevo é uma música única, diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”, descreve Spok. No Carnaval de 2007, a SpokFrevo Orquestra reuniu milhares de pessoas na chegada do Galo da Madrugada, em frente ao palco montado na Avenida Guararapes, no Recife. Outro ponto alto foi o show inédito com Gal Costa, mostrando um repertório baseado nos frevos gravados pela cantora, ao longo da sua carreira, inclusive a música Frevo de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Gal e a SpokFrevo Orquestra atraíram uma verdadeira multidão ao Marco Zero, num dos espetáculos mais bonitos da festa de momo. O CD Passo de Anjo gravado pela orquestra em 2004, é considerado pela crítica especializada um divisor de águas na história do frevo e foi relançado pela Biscoito Fino em 2006. A SpokFrevo Orquestra foi especialmente convidada para participar do 15º Porto Alegre em Cena com uma grande festa a céu aberto, encerrando o festival de 2008. Um espetáculo para relembrar a época de ouro das big bands e seus músicos maravilhosos!
TUDO O QUE GIRA PARECE A FELICIDADE - ARTHUR NESTROVSKI E MIGUEL WISNIK
Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik, dois dos maiores músicos brasileiros, juntos num espetáculo arrebatador. Eruditos de formação mas com imensa afinidade com a canção popular, onde buscaram as referências maiores da música brasileira, José Miguel Wisnik, professor de letras e músico, e Arthur Nestrovski, estudioso, professor e escritor, dividem as luzes da ribalta num espetáculo inesquecível. Juntos pensam, tocam, compõem. Separados ensinam, ensaiam, escrevem. Para os 15 anos do festival, a dupla traz o show Tudo o que gira parece a felicidade e a aula-show Amaromar. O mar - figura recorrente da poesia e da música brasileiras - serve de mote para essa aula-show que reúne "canções de amor e morte" de vários autores. De Tom Jobim e Moacir Santos a Péricles Cavalcanti e Johhny Alf, passando por Schubert e Dorival Caymmi, o espetáculo inclui versões inéditas de alguns clássicos do cancioneiro americano.
Outros espetáculos
MÃE CORAGEM –ARMAZÉM COMPANHIA DE TEATRO
LA VIDA ES SUEÑO – URUGUAI
ANGENOR – SÃO PAULO
EDUCAÇÃO SENTIMENTAL DO VAMPIRO – SUTIL COMPANHIA DE TEATRO – PARANÁ
ADRIANA CALCANHOTO – RIO DE JANEIRO
ERENDIRA – ÍNDIA
O VÔO DA SERPENTE ENGOLE O CÍRCULO DO SOL – MARCELO GABRIEL – MINAS
GERAIS
AS REVELAÇÕES DE CLARA – URUGUAI
GATOMAQUIA – URUGUAI
AS APARÊNCIAS ENGANAM – URUGUAI
ZÉ MALANDRO – DINAMARCA
*Fonte:
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POA Em CenaTrav. Paraíso,71Santa TeresaPorto Alegre-RSCEP 90850-190 (51)3235.2995 Email Assessoria de Imprensa: Bebê Baumgarten (51)8111.8703Bruna Paulin (51)8407.0657Fabiana Klein (51)9999.0700
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Postado ao som de *Jeremy Steig - Howling for Judy


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